- Dois policiais militares foram presos em São Paulo após a morte de Jeferson de Souza, um morador de rua, em junho.
- O incidente ocorreu no Viaduto 25 de Março, onde os policiais alegaram que Jeferson tentou pegar uma arma durante a abordagem.
- Investigações mostraram que Jeferson foi baleado enquanto estava rendido, e um dos policiais foi flagrado cobrindo a câmera corporal.
- A Justiça decretou a prisão preventiva dos policiais, que foram levados ao Presídio Romão Gomes.
- O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e pela Corregedoria da Polícia Militar.
Dois policiais militares do 7° Batalhão da Força Tática foram presos em São Paulo, na terça-feira (22), após investigações sobre a morte de Jeferson de Souza, um morador de rua. O incidente ocorreu em 13 de junho, no Viaduto 25 de Março. Os agentes alegaram que Jeferson tentou pegar uma arma durante a abordagem, mas as evidências contradizem essa versão.
As investigações revelaram que Jeferson foi baleado enquanto já estava rendido. Um dos policiais foi flagrado cobrindo a câmera corporal no momento dos disparos. A Justiça decretou a prisão preventiva dos policiais, que foram levados ao Presídio Romão Gomes. O caso gerou grande repercussão e levantou questões sobre a conduta policial.
Os policiais, Alan Wallace dos Santos Moreira e Danilo Gehrinh, afirmaram que abordaram Jeferson após ele descer de uma árvore. Ao verificarem seus documentos, descobriram que ele tinha passagem pela polícia. Ao anunciar que o levariam à delegacia, alegaram que Jeferson tentou tomar a arma de um deles, o que motivou a reação armada.
Peritos encontraram oito perfurações no corpo de Jeferson, incluindo duas na cabeça. As câmeras de segurança da região não conseguiram esclarecer completamente a dinâmica do ocorrido, pois a abordagem aconteceu atrás de uma pilastra. Jeferson foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
O coronel Emerson Massera, porta-voz da Polícia Militar, classificou a ação como um “homicídio doloso, claramente intencional”. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria da PM, que busca entender a conduta dos agentes durante a abordagem. A situação expõe a necessidade de uma revisão nas práticas policiais e na proteção dos direitos humanos.
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