- O ex-major do Exército Ailton Moraes Barros prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 24 de outubro de 2023.
- Ele é investigado por suposta participação em um plano golpista para manter Jair Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições de 2022.
- Barros negou as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e classificou mensagens trocadas com o general Braga Netto como desabafos, não ataques.
- Durante o depoimento, ele afirmou que enviou mensagens por engano e buscava apoio político, sem vínculos fortes com Braga Netto.
- A defesa de Almir Garnier Santos contestou as alegações da PGR, afirmando que não há provas de sua participação na disseminação de notícias falsas.
O ex-major do Exército Ailton Moraes Barros prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 24 de outubro de 2023, em meio a investigações sobre um suposto plano golpista para manter Jair Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições de 2022. Barros negou as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o implicam em articulações com o general Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, preso desde dezembro.
Durante sua fala, Ailton Barros descreveu as mensagens trocadas com Braga Netto como “lamúria de quem perdeu” e não como ataques a outros militares. Ele afirmou que buscava apoio político e que as mensagens foram enviadas por engano, pretendendo se comunicar com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Detalhes das Mensagens
A investigação revela que Braga Netto teria instruído Barros a criticar o tenente-brigadeiro Baptista Júnior, comandante da Aeronáutica, que se opôs ao plano golpista, e a elogiar o almirante Almir Garnier Santos, que supostamente apoiou a trama. Ailton admitiu ter sugerido que oferecesse a cabeça de Freire Gomes, comandante do Exército, aos “leões”, o que a PGR interpretou como uma incitação ao golpe.
Barros enfatizou que não tinha um vínculo forte com Braga Netto e que suas mensagens foram uma tentativa de estabelecer uma conexão política, dado que o general foi candidato a vice-presidente em 2022. Ele negou qualquer intenção de desagradar ou atacar outros militares.
Repercussões da Denúncia
A defesa de Almir Garnier Santos contestou as alegações da PGR, afirmando que não foram apresentados meios que comprovassem sua participação na disseminação de notícias falsas. A denúncia destaca que a combinação entre Ailton Barros e Braga Netto envolvia não apenas ataques a comandantes, mas também tentativas de pressionar outros militares que negaram apoio ao plano golpista.
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