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PCDF revê promoção de delegado que baleou três mulheres após críticas públicas

Promoção do delegado Mikhail Rocha é cancelada após críticas, enquanto investigações sobre o ataque à esposa e outras mulheres continuam.

Delegado Mikhail Rocha foi promovido pela PCDF; corporação disse que vai reverter decisão (Foto: Reprodução)
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  • A promoção do delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Mikhail Rocha, foi cancelada após críticas.
  • Rocha foi acusado de atirar em sua esposa e em outras mulheres em janeiro, resultando em ferimentos graves.
  • A progressão funcional para 1ª Classe foi publicada no Diário Oficial, mas revogada pela Secretaria de Segurança Pública.
  • O governador Ibaneis Rocha justificou a promoção, mas a decisão foi alterada após a repercussão negativa.
  • O caso de violência doméstica ainda está sob investigação, e a situação da esposa de Rocha permanece incerta.

A promoção do delegado da Polícia Civil do DF, Mikhail Rocha, foi cancelada após repercussão negativa. Rocha, que em janeiro deste ano atirou em sua esposa e em outras mulheres, teve sua progressão funcional para 1ª Classe publicada no Diário Oficial do DF, mas a Secretaria de Segurança Pública revogou a decisão.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) havia justificado a promoção, afirmando que a documentação enviada pela Secretaria estava conferida. Contudo, após críticas, a promoção foi retirada em uma edição extra do Diário Oficial. Rocha, que atualmente recebe R$ 23.800,05 mensais, é lotado na delegacia de São Sebastião.

Em janeiro, Rocha disparou contra sua esposa, Andréa Rodrigues Machado e Menezes, e uma funcionária, Priscila Pessoa, durante um episódio de violência doméstica. O filho do casal, de 7 anos, também ficou ferido. Após o ataque, Rocha fugiu, mas foi preso em posse de duas pistolas. A funcionária atingida, Priscila, passou por cirurgia, enquanto a empregada do casal, Oscelina Moura Neves de Oliveira, ficou internada por um mês e agora necessita de tratamento contínuo.

A investigação sobre o caso ainda não foi esclarecida pela Polícia Civil. O Conselho Federal de Enfermagem pediu justiça em relação ao ataque à profissional de saúde. A situação de Andréa, esposa do delegado, permanece incerta, sem informações sobre medidas protetivas ou sua convivência com Rocha. Em casos de violência doméstica, a população pode denunciar pelo número 190 ou pelo Disque 180.

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