- Lideranças do Direito e representantes de mais de 150 organizações se reuniram na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) em 25 de julho de 2025.
- O ato foi em defesa da soberania nacional, em resposta às tarifas elevadas sobre produtos brasileiros anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- Uma carta pública foi elaborada, criticando intervenções externas e reafirmando a independência do Brasil nas relações internacionais.
- O documento foi lido pela pesquisadora Cida Bento e assinado por um Comitê de Defesa da Soberania Nacional, com a presença de figuras como o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.
- Mais de 8 mil assinaturas foram coletadas em apoio à causa, refletindo descontentamento com as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
Lideranças do Direito e representantes de mais de 150 organizações da sociedade civil se reuniram nesta sexta-feira, 25, na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, para um ato em defesa da soberania nacional. O evento foi uma resposta às recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou tarifas elevadas sobre produtos brasileiros.
A mobilização resultou na elaboração de uma carta pública, lida pela pesquisadora Cida Bento, destacando a importância da independência do Brasil nas relações internacionais. O documento foi assinado por um Comitê de Defesa da Soberania Nacional e criticou as intervenções externas que ameaçam a autonomia do país. Entre os participantes estavam figuras proeminentes como o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Os signatários da carta enfatizaram que o Brasil orienta suas relações internacionais pelos princípios constitucionais, como a não intervenção e a igualdade entre as nações. “Exigimos o mesmo respeito que dispensamos às demais nações”, afirmaram, repudiando qualquer forma de intimidação que busque subordinar a liberdade do Brasil como nação democrática.
Além disso, a carta abordou as acusações de Trump sobre a suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltando que os processos judiciais no Brasil são conduzidos com base em provas e garantias constitucionais. O evento também contou com a presença de movimentos sociais, como o MST e a CUT, que reforçaram a necessidade de união em defesa da soberania nacional.
Ao final do ato, mais de 8 mil assinaturas foram coletadas em apoio à causa, demonstrando um forte descontentamento com as relações diplomáticas entre Brasil e EUA. A mobilização reflete um crescente sentimento de resistência contra as pressões externas e a defesa da autonomia do país.
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