- A Coca-Cola anunciou o lançamento de uma nova versão de seu refrigerante, adoçada com açúcar de cana.
- A mudança ocorreu após intervenção do presidente Donald Trump e será implementada no outono de 2025.
- A nova fórmula não substituirá a tradicional, mas reflete a agenda de “naturalização” de alimentos processados promovida pela administração Trump.
- A Corn Refiners Association expressou preocupações sobre o impacto da substituição no emprego e nos custos, sem evidências de benefícios nutricionais.
- O CEO da Coca-Cola, James Quincey, tem experiência em mercados onde o açúcar de cana é predominante, como Brasil e México.
A Coca-Cola anunciou o lançamento de uma nova versão de seu refrigerante clássico, agora adoçada com açúcar de cana, após uma intervenção do presidente Donald Trump. A decisão, que será implementada no outono deste ano, gerou debates sobre a influência política nas corporações. Trump afirmou em sua rede social que a mudança seria benéfica e que a empresa concordou em substituir o xarope de milho pelo açúcar de cana.
A nova fórmula não substituirá a tradicional, mas surge em um contexto onde a administração Trump promove uma agenda de “naturalização” de alimentos processados. A Coca-Cola, uma multinacional listada na Nasdaq, possui uma governança corporativa robusta, com 3.514 acionistas, dos quais 60% são investidores menores e 40% pertencem a grandes instituições, como a Berkshire Hathaway, BlackRock e Vanguard.
A mudança no adoçante também reacendeu discussões sobre o poder político sobre o setor privado. A Corn Refiners Association, que representa a indústria do milho, expressou preocupações sobre o impacto da substituição no emprego e nos custos, sem evidências de benefícios nutricionais. A nova versão do refrigerante é vista como um símbolo da retórica política atual, embora estudos mostrem que açúcar e xarope de milho têm efeitos semelhantes no organismo.
James Quincey, CEO da Coca-Cola, lidera a empresa desde 2017 e tem experiência em mercados onde o açúcar de cana é predominante, como Brasil e México. A nova fórmula pode ser uma resposta à demanda por produtos considerados mais naturais, alinhando-se à narrativa promovida por Trump e outros membros de seu governo.
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