- Miguel Nicolelis ganhou um processo contra quatro ativistas que o hostilizaram durante uma palestra em dezembro de 2016, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
- A juíza Katia Bugarim condenou os réus a pagar R$ 20 mil por danos morais, considerando que suas ações extrapolaram as normas de convivência.
- Os ativistas, do Grupo de Ativistas Independentes pelos Animais (Gaia), invadiram o auditório e gritaram ofensas como “assassino” e “torturador de animais”.
- A defesa de Nicolelis apresentou postagens nas redes sociais que continham ataques à sua honra, e a juíza utilizou registros de tela para comprovar as ofensas.
- Nicolelis, professor na Universidade Duke, considerou a decisão uma “punição pedagógica” e destacou a importância do respeito nas discussões sobre direitos dos animais e ciência.
Após quase uma década de tramitação judicial, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis obteve uma vitória em um processo contra quatro ativistas que o hostilizaram durante uma palestra em dezembro de 2016, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A juíza Katia Bugarim determinou que os réus paguem R$ 20 mil por danos morais, considerando que suas ações extrapolaram as normas de convivência.
O incidente ocorreu quando os ativistas, membros do Grupo de Ativistas Independentes pelos Animais (Gaia), invadiram o auditório gritando ofensas como “assassino” e “torturador de animais”. A defesa de Nicolelis argumentou que as postagens nas redes sociais, que foram retiradas após a ação, continham ataques à sua honra. A juíza destacou que, embora os réus tenham o direito de protestar, a forma como agiram foi desproporcional.
A demora no processo se deu, em parte, pela recusa dos acusados em se manifestar em tribunal. Apenas um deles prestou depoimento. A juíza utilizou registros de tela de postagens dos réus para comprovar a autoria das ofensas. Em suas declarações, os ativistas afirmaram que a interrupção da palestra foi motivada por palavras de Nicolelis que despertaram sua indignação.
Nicolelis, professor na Universidade Duke, nos Estados Unidos, estava apresentando seu trabalho sobre interfaces cérebro-máquina, que busca desenvolver tecnologias para controle de dispositivos eletrônicos e próteses. Em resposta à decisão judicial, o neurocientista considerou a condenação uma “punição pedagógica”, enfatizando a importância do respeito nas discussões sobre direitos dos animais e ciência.
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