- A Comissão de Ética Pública da Presidência aplicou censura ética ao ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, devido ao caso das joias da Arábia Saudita.
- A decisão foi tomada por cinco votos a um e será registrada no histórico funcional de Albuquerque, afetando suas futuras oportunidades no serviço público.
- O escândalo começou em 2021, quando Albuquerque trouxe joias de luxo ao Brasil, supostamente destinadas à então primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
- As joias foram apreendidas pela Receita Federal por não terem sido declaradas, contrariando a legislação que exige declaração para itens acima de R$ 1 mil.
- O ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 11 pessoas foram indiciados pela Polícia Federal em 2024 por crimes como lavagem de dinheiro e associação criminosa relacionados ao caso.
A Comissão de Ética Pública da Presidência aplicou uma censura ética ao ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em decorrência do caso das joias da Arábia Saudita. A decisão, tomada por cinco votos a um, foi anunciada nesta segunda-feira, 28, e será registrada no histórico funcional de Albuquerque, impactando suas futuras oportunidades no serviço público.
O escândalo remonta a 2021, quando Albuquerque liderou uma comitiva que trouxe joias de luxo ao Brasil, supostamente destinadas à então primeira-dama, Michelle Bolsonaro. As peças, que incluíam um kit de diamantes, foram apreendidas pela Receita Federal por não terem sido declaradas, o que contraria a legislação que exige declaração para itens acima de R$ 1 mil. O ex-ministro alegou que as joias eram presentes, mas não conseguiu liberar os itens retidos.
Desdobramentos do Caso
Além de Albuquerque, outros dois ex-integrantes do governo, Júlio César Vieira Gomes e Marcelo da Silva Vieira, foram investigados, mas não receberam punições. A censura ética imposta a Albuquerque terá validade de três anos e pode afetar sua carreira no serviço público. O ex-ministro não se manifestou sobre a decisão até o momento.
O caso das joias também levou ao indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 11 pessoas pela Polícia Federal em 2024. As acusações incluem lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato. A investigação, que ainda está em andamento, analisa a comercialização ilegal das joias nos Estados Unidos, além de possíveis desvios de bens públicos.
A situação continua a gerar repercussões na política brasileira, refletindo a complexidade das relações entre ética pública e administração governamental. A Comissão de Ética busca garantir a integridade no serviço público, e a punição a Albuquerque é um passo nesse sentido.
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