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Irã rejeita diálogo sobre defesa com nações ocidentais e mantém posição firme

Irã se recusa a negociar defesa com a França, enquanto alerta sobre riscos nucleares se intensifica nas negociações internacionais.

Usina nuclear de Bushehr, no Irã (Foto: ATTA KENARE / AFP)
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  • O Irã rejeitou discutir suas capacidades de defesa com a França.
  • A proposta francesa incluía um “acordo global” sobre mísseis balísticos e atividades regionais.
  • O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, alertou sobre o risco de um programa nuclear militar iraniano.
  • Recentemente, diplomatas iranianos se reuniram em Istambul com representantes da França, Alemanha e Reino Unido para discutir o programa nuclear.
  • As potências europeias ameaçaram restabelecer sanções internacionais se não houver avanços nas negociações.

O Irã reafirmou, nesta segunda-feira, que não irá discutir suas capacidades de defesa com países ocidentais, após a França propor um “acordo global” que abarcaria seu programa de mísseis balísticos e atividades regionais. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, declarou: Nada relacionado às nossas capacidades de defesa pode ser discutido.

O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, alertou sobre o risco de o Irã buscar secretamente um programa nuclear militar, uma alegação que Teerã sempre negou. Barrot enfatizou que os países ocidentais desejam um acordo que inclua a dimensão nuclear, o aspecto balístico e as atividades de desestabilização regional do Irã.

Recentemente, diplomatas iranianos se reuniram em Istambul com representantes da França, Alemanha e Reino Unido para discutir o programa nuclear iraniano e o possível levantamento das sanções. As potências europeias, conhecidas como E3, ameaçaram ativar um mecanismo que restabeleceria todas as sanções internacionais contra o Irã caso não haja avanços concretos nas negociações.

O acordo de 2015 sobre o programa nuclear iraniano, que ainda é válido para Irã, E3, China e Rússia, permite o restabelecimento das sanções da ONU em caso de descumprimento por parte de Teerã. A situação permanece tensa, com as partes buscando um caminho para a diplomacia em meio a crescentes desconfianças.

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