- O juiz Leonardo Fernando de Souza Almeida arquivou o inquérito contra os delegados Fábio Caipira e Murilo Roque, citados na delação do empresário Vinicius Lopes Gritzbach, assassinado em novembro do ano passado no Aeroporto de Guarulhos.
- A decisão foi tomada em 11 de julho, após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) concluir que não havia provas de corrupção.
- Gritzbach havia delatado que os delegados e o deputado estadual Delegado Olim teriam recebido R$ 4,2 milhões para não investigar suas atividades.
- A investigação contra o deputado Olim também foi encerrada por falta de justa causa.
- O advogado de Gritzbach negou ter intermediado pagamentos aos delegados e já enfrentou processos por extorsão e estelionato.
O juiz Leonardo Fernando de Souza Almeida decidiu arquivar o inquérito contra os delegados Fábio Caipira e Murilo Roque, citados na delação do empresário Vinicius Lopes Gritzbach, assassinado em novembro do ano passado no Aeroporto de Guarulhos. A decisão foi tomada em 11 de julho, após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) concluir que não havia evidências de corrupção envolvendo os delegados.
Gritzbach, que havia rompido relações com o crime organizado e delatado membros do PCC, foi morto em um ataque que, segundo a polícia, foi motivado por vingança. Ele havia afirmado que os delegados e o deputado estadual Delegado Olim teriam recebido R$ 4,2 milhões para não investigar suas atividades. No entanto, a Promotoria considerou que não havia elementos suficientes para justificar a continuidade das investigações.
Os delegados Fábio Caipira e Murilo Roque foram afastados de suas funções em dezembro do ano passado. O primeiro era responsável pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), enquanto o segundo chefiava o 24º Distrito Policial da Ponte Rasa. O magistrado destacou que, na ausência de novas provas, o arquivamento é a medida adequada.
Além disso, a investigação contra o deputado Olim também foi encerrada. Os promotores do Gaeco, braço do MP especializado em investigações criminais, afirmaram que não havia justa causa para qualquer denúncia. O advogado de Gritzbach, Ramsés Gonçalves, negou ter intermediado qualquer pagamento aos delegados e já enfrentou processos por extorsão e estelionato.
O assassinato de Gritzbach, que se tornou um delator após romper com o PCC, resultou em pelo menos doze réus, incluindo policiais e supostos membros da facção criminosa.
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