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María Corina Machado lidera movimento clandestino contra Maduro na Venezuela

María Corina Machado cria "organização clandestina" e pede apoio militar para desafiar o regime de Nicolás Maduro na Venezuela.

María Corina Machado, a líder opositora, durante um comício na Venezuela. María Corina foi impedida de disputar eleições na Venezuela no ano passado (Foto: Cedido por María Corina Machado)
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  • A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, anunciou a criação de uma “organização clandestina” para enfrentar o governo de Nicolás Maduro.
  • Em vídeo, Machado afirmou que milhões de venezuelanos estão prontos para agir contra o regime, que considera uma ditadura.
  • O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) declarou Maduro vencedor das eleições de 28 de julho de 2024, mas a oposição contesta o resultado, alegando fraude eleitoral.
  • Desde a eleição, quase mil pessoas ligadas a Machado foram detidas, e a oposição enfrenta um clima de medo, sem convocar protestos.
  • Machado pediu apoio militar, mas um oficial da reserva descartou a possibilidade de insurreição, citando o medo nas Forças Armadas.

CARACAS – A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, anunciou a formação de uma “organização clandestina” para enfrentar o regime de Nicolás Maduro, que celebra um ano de sua reeleição. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Machado afirmou que milhões de venezuelanos estão prontos para agir contra o governo, que ela considera uma ditadura.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou Maduro vencedor das eleições de 28 de julho de 2024, mas a oposição contesta o resultado, alegando fraude eleitoral. As atas das eleições não foram publicadas devido a um suposto ataque hacker, e observadores internacionais também relataram irregularidades. Machado defende que o verdadeiro vencedor é o candidato Edmundo González Urrutia.

As autoridades venezuelanas acusam Machado de liderar conspirações e, desde a eleição, quase mil pessoas ligadas a ela foram detidas. A oposição, que não convocou protestos nesta segunda-feira, enfrenta um clima de medo, com seus apoiadores desmobilizados. O chavismo, por sua vez, se mobiliza em Caracas para uma manifestação em apoio a Maduro.

Machado pediu apoio militar, ressaltando a necessidade de os militares se prepararem para defender a vontade popular. Um oficial da reserva, no entanto, descartou a possibilidade de insurreição, citando o medo nas Forças Armadas. A situação política na Venezuela continua tensa, com a oposição buscando alternativas para desafiar o regime de Maduro.

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