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Thomas Cartwright assume cargo de rastreador de voos na ICE após saída do JP Morgan

Thomas Cartwright transfere rastreamento de voos de deportação para ONG e continua sua luta pelos direitos humanos na fronteira do Texas.

Tom Cartwright, ex-executivo do JP Morgan, do lado de fora de sua casa em Columbus, Ohio, em março de 2025. (Foto: Maddie McGarvey)
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  • Thomas Cartwright, ex-bancário de quase 72 anos, rastreia voos de deportação nos Estados Unidos desde 2019.
  • Ele se envolveu em questões de imigração e direitos humanos durante a administração Trump, começando sua atividade em um aeroporto de Brownsville, Texas.
  • Cartwright desenvolveu um método para rastrear voos da Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) usando aplicativos de rastreamento, o que se tornou essencial para advogados e ativistas.
  • Recentemente, ele anunciou que transferirá suas atividades para uma organização não governamental (ONG), enquanto treina membros de uma ONG de direitos humanos para continuar o trabalho.
  • Apesar da transição, Cartwright continuará ativo na defesa dos direitos humanos na fronteira do Texas e planeja realizar uma caminhada pelo Caminho de Santiago.

Thomas Cartwright, um ex-bancário de quase 72 anos, se tornou a principal fonte de dados sobre voos de deportação nos Estados Unidos. Desde 2019, ele rastreia esses voos, especialmente após se envolver em questões de imigração e direitos humanos durante a administração Trump. Cartwright começou sua jornada em um aeroporto de Brownsville, Texas, onde testemunhou a desumanização de deportados.

Com o tempo, sua atividade se transformou em um trabalho em tempo integral. Ele desenvolveu um método para rastrear voos da Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) usando aplicativos de rastreamento de voos. Através de dados como registros de aeronaves e aeroportos de partida, ele consegue identificar se os voos estão transportando migrantes para deportação. Sua atuação se tornou crucial para advogados e ativistas, especialmente em um contexto de aumento das remoções.

Recentemente, Cartwright anunciou que planeja transferir suas atividades para uma ONG, que assumirá a responsabilidade pelo rastreamento de voos. Ele treina membros de uma organização de direitos humanos, que ainda não foi divulgada, para continuar essa tarefa. A decisão de passar o bastão se deve ao aumento significativo das deportações, que exigem mais recursos e pessoal.

Apesar de sua transição, Cartwright continuará ativo na defesa dos direitos humanos na região da fronteira do Texas. Ele também planeja realizar uma caminhada pelo Caminho de Santiago, uma atividade que não conseguiu realizar neste ano. A trajetória de Cartwright reflete um compromisso profundo com a justiça social, que começou após sua aposentadoria e se intensificou com os desafios enfrentados por migrantes nos EUA.

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