- Donald Trump afirmou que seu nome pode ter sido inserido fraudulentamente nos arquivos da investigação sobre Jeffrey Epstein.
- Durante uma coletiva de imprensa em Turnberry, na Escócia, Trump sugeriu que ex-integrantes do governo, como o ex-procurador-geral Merrick Garland e o ex-diretor do FBI James Comey, teriam manipulado os documentos.
- Ele classificou a inclusão de seu nome como uma “farsa” e criticou o controle dos arquivos pelo governo de Joe Biden.
- Trump também foi questionado sobre a possibilidade de perdoar Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, mas afirmou que ninguém havia solicitado tal perdão.
- A menção ao nome de Trump nos registros não implica envolvimento em atividades ilícitas, e a Suprema Corte dos Estados Unidos deve decidir sobre um recurso apresentado pela defesa de Maxwell.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu nome pode ter sido inserido de forma fraudulenta nos arquivos da investigação sobre Jeffrey Epstein, magnata acusado de tráfico de pessoas e abuso sexual. Durante uma coletiva de imprensa em Turnberry, na Escócia, Trump sugeriu que ex-integrantes do governo, incluindo o ex-procurador-geral Merrick Garland e o ex-diretor do FBI James Comey, teriam manipulado os documentos.
Trump declarou que a inclusão de seu nome nos arquivos é uma “farsa” e que, se houvesse informações relevantes, elas já teriam sido divulgadas. Ele criticou o controle dos arquivos por pessoas que considera “doentes”, referindo-se ao governo de seu antecessor, Joe Biden. A imprensa americana informou que Trump foi notificado pelo Departamento de Justiça sobre a presença de seu nome nos registros, o que contradiz suas alegações.
Possibilidade de Perdão a Ghislaine Maxwell
Além disso, Trump foi questionado sobre a possibilidade de conceder um perdão presidencial a Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, que cumpre pena de 20 anos por ajudar o magnata em abusos sexuais. O ex-presidente afirmou que ninguém havia solicitado tal perdão e que seria inadequado comentar sobre o assunto no momento.
A menção a Trump nos registros da investigação não implica envolvimento em atividades ilícitas. O nome do ex-presidente já havia aparecido em documentos anteriores relacionados ao caso Epstein, que se suicidou em 2019. A defesa de Maxwell apresentou um recurso à Suprema Corte dos EUA, argumentando que um acordo de 2007 entre Epstein e promotores federais deveria proteger seus associados, incluindo ela.
As alegações de Trump e a situação de Maxwell ocorrem em meio a uma crescente pressão sobre o ex-presidente, que enfrenta críticas pela forma como lidou com a liberação de informações sobre o caso Epstein. A Suprema Corte deve decidir até o final de setembro se aceitará julgar o recurso de Maxwell.
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