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Defesa de Mauro Cid apresenta argumentos finais no caso do golpe político

Tenente coronel Mauro Cesar Barbosa Cid defende inocência e pede pena máxima de dois anos em alegações finais ao STF.

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Divulgação)
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  • O tenente coronel Mauro Cesar Barbosa Cid apresentou suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 29 de julho de 2025.
  • Ele é réu em um caso de tentativa de golpe de estado e possui um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
  • Cid reafirmou sua inocência e criticou a atuação da PGR, solicitando que sua delação fosse mantida.
  • Caso seja condenado, ele pediu que a pena não ultrapasse dois anos, permitindo o cumprimento em regime aberto.
  • A defesa de Cid argumentou que as provas não confirmam sua culpa e pediu sua absolvição.

O tenente coronel Mauro Cesar Barbosa Cid apresentou suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 29, no contexto de um caso de tentativa de golpe de estado. Cid, que é réu e possui um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), reafirmou sua inocência e criticou a atuação da PGR.

Na manifestação de 78 páginas, Cid solicitou que sua delação fosse mantida e, caso condenado, pediu que a pena não ultrapassasse dois anos, o que permitiria o cumprimento em regime aberto. As alegações finais são a etapa final de defesa antes do julgamento, que pode ser agendado após a apresentação das defesas dos demais réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A defesa de Cid criticou a PGR, alegando que as provas apresentadas poderiam absolver o réu. Em um trecho, afirmam que a postura da PGR é “kafkiana” e prejudica o devido processo legal. Cid também refutou alegações de que teria mentido em seu acordo de colaboração, afirmando que as mensagens atribuídas a ele não foram enviadas e que a própria META, proprietária do Instagram, não localizou as conversas.

Além disso, Cid negou ter sido coagido a fornecer informações durante a delação, descrevendo as matérias da revista VEJA como desabafos pessoais. A defesa comparou sua trajetória à de Jean Valjean, personagem de “Os Miseráveis”, destacando a busca por redenção e justiça. Ao final, a defesa reiterou que as provas não confirmam a culpa de Cid e pediu sua absolvição.

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