- Quatro relatores especiais da Organização das Nações Unidas (ONU) expressaram preocupação com o Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental, que aguarda sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Os especialistas alertam que o projeto pode causar um retrocesso significativo para o meio ambiente e os direitos humanos.
- Eles pedem que Lula vete partes do projeto até o dia 8 de agosto, destacando que a proposta flexibiliza as licenças ambientais.
- A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também se manifestou, afirmando que o projeto precisa de mudanças estruturais.
- Os relatores ressaltam que a aprovação do PL pode prejudicar a credibilidade do Brasil como anfitrião da Conferência das Partes (COP30) em Belém.
Um grupo de quatro relatores especiais da ONU manifestou preocupação com o Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental, recentemente aprovado pelo Congresso e que aguarda a sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os especialistas alertam que o PL pode representar um grave retrocesso para o meio ambiente e os direitos humanos, pedindo que Lula vete partes do projeto até o dia 8 de agosto.
Os relatores, que incluem representantes dos direitos humanos ao meio ambiente, água potável, mudanças climáticas e direitos dos povos indígenas, destacam que a proposta flexibiliza as licenças ambientais, comprometendo as gerações futuras. Em comunicado enviado à diplomacia brasileira, afirmam que o PL, criticado como “PL da Devastação”, contraria as obrigações legais internacionais do Brasil.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também se manifestou, indicando que o projeto necessita de mudanças estruturais. Os relatores da ONU ressaltam que a aprovação do PL pode prejudicar a credibilidade do Brasil como anfitrião da COP30, que ocorrerá em Belém. Eles enfatizam que, como líder climático global, o país deve alinhar sua legislação às suas responsabilidades internacionais.
A pressão sobre Lula aumenta à medida que o prazo para a decisão se aproxima. O governo enfrenta um dilema entre atender às demandas de desenvolvimento econômico e proteger o meio ambiente, em um momento crítico para a política ambiental brasileira.
Entre na conversa da comunidade