- Um adolescente em regime de semiliberdade apresentou um atestado médico falso ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) para evitar o retorno ao sistema socioeducativo.
- O incidente ocorreu na segunda-feira passada, quando o jovem deveria retornar ao Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad) de Bonsucesso, no Rio de Janeiro.
- O atestado, que indicava três dias de repouso, foi assinado por uma médica que não está registrada no Conselho Regional de Medicina (CRM).
- A Polícia Civil registrou o caso na 37ª Delegacia de Polícia (Ilha do Governador) e o encaminhou para a 21ª Delegacia de Polícia (Bonsucesso) para investigar o uso de documento falso.
- O adolescente, com histórico de atividades criminosas, voltou a cumprir medidas socioeducativas após se apresentar à polícia.
Um adolescente em regime de semiliberdade apresentou um atestado médico falso ao Degase, buscando evitar o retorno ao sistema socioeducativo. O incidente ocorreu na segunda-feira passada, quando o jovem deveria retornar ao Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad) de Bonsucesso, no Rio de Janeiro.
O documento, que garantia três dias de repouso, foi assinado por uma médica que supostamente atua na Clínica da Família Felipe Cardoso, na Penha. No entanto, o número de registro da profissional não consta no Conselho Regional de Medicina (CRM). Após investigação, o Setor de Inteligência do Degase confirmou que a médica não trabalha na clínica e que o adolescente nunca foi atendido ali.
Investigação em Andamento
A Polícia Civil registrou o caso na 37ª DP (Ilha do Governador) e o encaminhou para a 21ª DP (Bonsucesso). Os agentes estão apurando o uso de documento falso para justificar a ausência do menor no Degase. O adolescente, que possui um histórico de envolvimento com atividades criminosas, como roubo de carros e associação ao Comando Vermelho, se apresentou à polícia dois dias após uma confusão em frente à casa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam.
Após o incidente, o jovem voltou a cumprir medidas socioeducativas em regime de semiliberdade. A juíza responsável pela Guia de Execução de Medida justificou a decisão afirmando que não havia ordens de internação em nome do adolescente, destacando que não foram localizados mandados de busca e apreensão em seu desfavor.
Contexto Criminal
O adolescente é apontado como ladrão de carros e segurança de Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, um dos líderes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. A situação levanta preocupações sobre a eficácia do sistema socioeducativo e a reintegração social de jovens em conflito com a lei.
Entre na conversa da comunidade