- A Associação do Futebol Argentino (AFA) e o River Plate criticaram o aumento de impostos sobre clubes de futebol, anunciado pelo governo de Javier Milei.
- A nova medida eleva as contribuições sociais de 7,5% para 13%, além de um adicional temporário de 5,56%.
- O River Plate considerou a ação “confiscatória” e prejudicial ao impacto econômico positivo gerado pelo clube.
- O ministro de Desregulação, Federico Sturzenegger, defendeu o aumento, alegando que os clubes pagavam menos impostos do que o previsto.
- A AFA afirmou que o decreto visa prejudicar instituições sem fins lucrativos e facilitar a introdução de sociedades anônimas no futebol argentino.
A Associação do Futebol Argentino (AFA) e o River Plate manifestaram forte oposição ao recente aumento de impostos sobre clubes de futebol, anunciado pelo governo de Javier Milei. A medida, que eleva as contribuições sociais de 7,5% para 13%, além de um adicional temporário de 5,56%, foi considerada “confiscatória” pelo River Plate, que argumentou que a ação prejudica o impacto econômico positivo gerado pelo clube.
Em comunicado oficial, o River Plate destacou seu papel social e educativo, afirmando que “gera receitas genuínas em moeda estrangeira para o país”. O ministro de Desregulação, Federico Sturzenegger, defendeu a decisão, alegando que os clubes eram “milionários subsidiados pelos aposentados”, já que pagavam menos impostos do que o previsto no regime geral.
Críticas da AFA
A AFA também se manifestou, publicando um comunicado intitulado “A mentira, a ordem do dia. A única verdade é a realidade”. A entidade considerou o decreto uma tentativa de prejudicar as instituições sem fins lucrativos, visando a incorporação de sociedades anônimas (SADs) no futebol argentino. Essa proposta, que busca permitir a entrada de capital especulativo, enfrenta resistência significativa entre os clubes.
Desde a posse de Javier Milei, em dezembro de 2023, a proposta de introduzir SADs no futebol argentino tem gerado polêmica. Os clubes, que operam como associações civis controladas por sócios, se opõem à mudança, temendo que isso comprometa a essência do futebol local e a formação de jogadores nas categorias de base.
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