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Brasil reafirma sua posição e não se submeterá a pressões externas, diz chanceler

Mauro Vieira defende a soberania do Brasil e critica a ingerência dos EUA em encontro com Marco Rubio, propondo diálogo bilateral.

Ministro Mauro Vieira após reunião com chanceleres e representantes de países membros do Brics, no palácio do Itamaraty, no centro do Rio de Janeiro (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
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  • O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reafirmou a soberania nacional em resposta a pressões dos Estados Unidos.
  • A declaração ocorreu durante encontro com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington.
  • Vieira criticou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e defendeu a independência do Judiciário brasileiro.
  • O ministro propôs a criação de um canal para discutir questões bilaterais, visando evitar que problemas políticos afetem as relações comerciais.
  • Ele destacou que o Brasil está aberto a retomar as negociações comerciais interrompidas desde julho.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reafirmou a soberania nacional em resposta às pressões dos Estados Unidos, especialmente após a imposição de sobretaxas de 50% pelo governo Trump. Em encontro com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, Vieira destacou que o Brasil não se submeterá a pressões externas e se reserva o direito de responder a essas medidas.

Durante a reunião, realizada em Washington, Vieira enfatizou que o Brasil está aberto a retomar as negociações comerciais que foram interrompidas desde julho. Ele criticou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e afirmou que a ingerência nas decisões do Judiciário brasileiro é inaceitável. O ministro ressaltou que o Poder Judiciário no Brasil é independente e não se curvará a pressões externas.

Além disso, Vieira propôs a criação de um canal para discutir questões bilaterais, buscando evitar que problemas políticos afetem as relações comerciais entre os dois países. Ele reiterou que a relação comercial não deve ser contaminada por questões políticas, destacando a importância de um diálogo aberto e construtivo.

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