- A campanha publicitária da American Eagle, com a atriz Sydney Sweeney, gerou polêmica ao usar um trocadilho entre “jeans” e “genes”.
- No vídeo, Sweeney menciona que “os genes são passados de pais para filhos” enquanto destaca características físicas associadas à beleza eurocêntrica.
- A frase “Sydney Sweeney tem ótimos genes” foi criticada por sugerir uma conexão com a eugenia, uma teoria ligada ao racismo.
- A repercussão negativa nas redes sociais incluiu comparações com campanhas publicitárias do passado e comentários sobre a objetificação feminina.
- Apesar das críticas, a campanha aumentou as vendas em 10%, gerando cerca de R$ 200 milhões, e a marca anunciou doações para a Crisis Text Line.
Uma nova campanha publicitária da American Eagle, estrelada pela atriz Sydney Sweeney, gerou polêmica ao abordar temas sensíveis como eugenia e padrões estéticos. Lançada na última semana, a campanha utiliza um trocadilho entre “jeans” e “genes”, provocando reações intensas nas redes sociais.
No vídeo, Sweeney afirma: “Os genes são passados de pais para filhos”, enquanto fecha o zíper de uma calça jeans. A frase “meus jeans são azuis” é seguida por uma ênfase em seus olhos claros e cabelos loiros, reforçando ideais de beleza eurocêntrica. A peça também apresenta um outdoor com a frase “Sydney Sweeney tem ótimos genes”, onde “genes” é riscado e substituído por “jeans”. Essa abordagem foi criticada por sugerir uma conexão com a eugenia, uma teoria que defende a “melhoria genética” e que historicamente está ligada ao racismo.
Reações nas Redes Sociais
Usuários do TikTok e X (antigo Twitter) rapidamente apontaram que o trocadilho reforça a ideia de superioridade estética baseada na branquitude. Um perfil no TikTok descreveu a campanha como “um dos apitos de cachorro racializados mais óbvios dos últimos tempos”. A especialista Robin Landa, em entrevista à revista Newsweek, destacou que a expressão utilizada já foi central na ideologia eugênica americana, associada a políticas como a esterilização forçada.
A repercussão negativa se intensificou com comparações a campanhas publicitárias do passado, como um comercial da Calvin Klein dos anos 1980, que sexualizava uma jovem Brooke Shields ao discutir “códigos genéticos”. Além disso, a cantora Billie Eilish também foi mencionada, com fãs relembrando sua declaração sobre pertencimento à Irlanda, onde notou que “todo mundo é muito, muito, muito branco”.
Impacto e Respostas
Apesar das críticas, a campanha resultou em um aumento de 10% nas vendas, gerando cerca de 200 milhões de dólares. A American Eagle anunciou que 100% do valor da compra de “The Sydney Jean” será doado à Crisis Text Line, uma organização que oferece suporte em saúde mental. No entanto, essa estratégia foi vista como contraditória por muitos críticos, que consideram a campanha uma hipocrisia em relação à conscientização sobre a violência doméstica.
Até o momento, tanto a American Eagle quanto Sydney Sweeney não se pronunciaram oficialmente sobre as controvérsias geradas pela campanha. A situação reflete um contexto mais amplo de debates sobre representação e valores sociais, especialmente em um período de crescente conservadorismo nos Estados Unidos.
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