- A Thomas Kinkade Family Foundation criticou um post do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) que usou a pintura “Morning Pledge” sem autorização.
- A obra foi associada à frase “Protect the Homeland”, gerando acusações de promoção de divisão e xenofobia.
- A fundação afirmou que a utilização da imagem contraria sua missão de promover inclusão e pediu a remoção do post, que ainda está ativo.
- O DHS já enfrentou críticas anteriormente por usar obras de outros artistas sem autorização, como “New Life in A New Land” de Morgan Weistling.
- Um porta-voz do DHS defendeu a administração, afirmando orgulho na história e herança americana, enquanto a fundação reafirmou seu compromisso com a dignidade e os direitos humanos.
A Thomas Kinkade Family Foundation manifestou sua indignação em relação a um post recente do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), que utilizou a pintura Morning Pledge sem autorização. A obra, que retrata uma rua suburbana ao entardecer, foi acompanhada da frase “Protect the Homeland” e gerou críticas por sua associação a temas de divisão e xenofobia.
A fundação destacou que a utilização da imagem não apenas foi não autorizada, mas também contraria sua missão de promover inclusão. Em uma declaração, a fundação afirmou estar “profundamente preocupada” com a forma como a obra foi utilizada para reforçar ideais que considera prejudiciais, especialmente para comunidades imigrantes e minoritárias. A fundação já solicitou a remoção do post, que permanece ativo, e está avaliando suas opções legais.
Críticas ao DHS
O DHS não é novo em polêmicas relacionadas ao uso de obras de arte. Recentemente, o artista Morgan Weistling também denunciou o uso não autorizado de sua pintura New Life in A New Land em uma postagem do DHS. Além disso, o departamento enfrentou críticas por usar a pintura American Progress, de John Gast, que possui conotações históricas complexas. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, comentou que o DHS parece não compreender o verdadeiro significado da obra de Gast, que aborda a história dos nativos americanos.
Em resposta às críticas, um porta-voz do DHS defendeu a administração, afirmando que está “orgulhosa da história e herança americana”. A fundação Kinkade, por sua vez, reafirmou seu compromisso com a defesa de valores que promovem a dignidade e os direitos humanos, distantes da narrativa apresentada pelo DHS.
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