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Novo Código Eleitoral promete ampliar a participação feminina na política brasileira

Novo Código Eleitoral pode reduzir a representação feminina na política, retirando cotas e recursos essenciais para candidaturas de mulheres.

O novo Código Eleitoral ainda está em tramitação. Que esse seja um chamado à mobilização de todas as mulheres para acompanhar, pressionar e ocupar esse debate (Foto: Klaus Vedfelt/Getty Images)
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  • O Brasil tem apenas 17,5% das cadeiras parlamentares ocupadas por mulheres, refletindo uma sub-representação significativa.
  • O país ocupa a 74ª posição entre 146 na representação política, segundo o Global Gender Gap Report 2025.
  • O novo Código Eleitoral em tramitação no Senado propõe a remoção das cotas obrigatórias de 30% para candidaturas de cada sexo.
  • A proposta não menciona a sub-representação de mulheres negras, que representam 28,5% da população brasileira.
  • A retirada do repasse proporcional de recursos do Fundo Eleitoral para candidaturas femininas pode dificultar o sucesso das mulheres nas eleições.

O Brasil continua enfrentando uma sub-representação feminina alarmante na política, com apenas 17,5% das cadeiras parlamentares ocupadas por mulheres. O país ocupa a 74ª posição entre 146 na subcategoria de representação política, segundo o Global Gender Gap Report 2025 do Fórum Econômico Mundial. Se a situação não mudar, levará cerca de 123 anos para alcançar a paridade de gênero.

Nesse cenário, o novo Código Eleitoral em tramitação no Senado levanta preocupações sobre o futuro da participação feminina. A proposta sugere a remoção das cotas obrigatórias de 30% para candidaturas de cada sexo e ignora a necessidade de reservar 20% das cadeiras para mulheres, uma medida anteriormente considerada um avanço. Além disso, a nova redação não aborda a sub-representação de mulheres negras, que representam 28,5% da população brasileira, conforme o Censo 2022.

As organizações que lutam pela paridade de gênero alertam que a proposta pode enfraquecer ainda mais a participação feminina. A contagem global de candidaturas em federações partidárias pode prejudicar partidos menores que historicamente apoiam lideranças femininas. A falta de um mecanismo para responsabilizar partidos por violência política contra mulheres também é uma falha significativa do novo texto.

Outro ponto crítico é a proposta de retirada do repasse proporcional de recursos do Fundo Eleitoral para candidaturas femininas. Isso pode dificultar o sucesso das mulheres nas eleições, já que muitos partidos apenas cumprem tabela em relação às cotas, sem oferecer apoio real. A reforma do Código Eleitoral deve ser construída com a participação de quem historicamente foi excluído, garantindo ações afirmativas robustas e uma verdadeira representação na política.

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