- A deputada federal licenciada Carla Zambelli foi presa em Roma no dia 29 de julho.
- Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça.
- Zambelli está detida no presídio feminino Germana Stefanini, que enfrenta superlotação, com 369 mulheres, quase cem a mais que a capacidade.
- Ela aguarda uma audiência de custódia marcada para o dia 1º de agosto, onde a Justiça italiana decidirá sobre sua situação.
- A defesa alega perseguição política e problemas de saúde, enquanto o governo brasileiro já formalizou o pedido de extradição.
A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) foi presa na última terça-feira, 29, em Roma, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Atualmente, ela se encontra no presídio feminino Germana Stefanini, parte do complexo penitenciário de Rebibbia, que enfrenta uma grave crise de superlotação.
No presídio, Zambelli aguarda uma audiência de custódia marcada para esta sexta-feira, 1º, onde a Justiça italiana decidirá se ela permanecerá encarcerada, será transferida para prisão domiciliar ou poderá responder em liberdade enquanto aguarda o processo de extradição. O advogado da deputada, Alexandro Maria Tirelli, informou que detentas em situações semelhantes são alocadas em celas comuns, sem um setor específico para casos de extradição.
O presídio Germana Stefanini abriga atualmente 369 mulheres, quase cem a mais do que sua capacidade oficial. A unidade, construída nos anos 1950, é uma das maiores da Europa e possui diversas instalações, incluindo áreas para atividades esportivas e culturais. Zambelli foi colocada na ala “Camerotti”, destinada a mulheres recém-chegadas ou sem sentença definitiva.
A defesa de Zambelli argumenta que sua prisão é uma forma de perseguição política e que ela enfrenta problemas de saúde, incluindo uma internação recente. O governo brasileiro já formalizou o pedido de extradição, enquanto a deputada busca apoio político na Itália, onde figuras como o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini demonstraram interesse em visitá-la. A situação de Zambelli continua a gerar debates sobre a aplicação da lei e os direitos dos parlamentares.
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