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Shell contrata empresa de relações públicas para conferência do clima

Edelman enfrenta críticas por conflito de interesse ao ser contratada para a COP30, enquanto associações com a Shell levantam preocupações éticas.

Parque da Cidade, sede da COP30, em Belém (Foto: Marx Vasconcelos - 28.jun.25/Reuters)
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  • A Edelman foi contratada por US$ 835 mil para auxiliar na estratégia de mídia da COP30, conferência climática da ONU que ocorrerá no Brasil em novembro.
  • A escolha da empresa gerou críticas devido à sua associação com a Shell, uma das maiores empresas de combustíveis fósseis.
  • A Edelman será responsável por elaborar uma narrativa estratégica, gerenciar relações com a mídia internacional e criar conteúdo digital para o evento.
  • Críticos, incluindo ativistas climáticos, argumentam que a relação da Edelman com a Shell representa um conflito de interesse inaceitável para um evento focado em mudanças climáticas.
  • O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) afirmou que a seleção da Edelman não infringe suas regras sobre conflitos de interesse.

O gigante de relações públicas Edelman foi contratado por US$ 835 mil para auxiliar na estratégia de mídia da COP30, conferência climática da ONU que ocorrerá no Brasil em novembro. A escolha da empresa gerou críticas devido à sua associação com a Shell, uma das maiores empresas de combustíveis fósseis do mundo.

A Edelman, que já trabalha com a Shell, terá a responsabilidade de elaborar uma narrativa estratégica, gerenciar relações com a mídia internacional e criar conteúdo digital para a cúpula. A mesma executiva que supervisiona o trabalho da Edelman com a Shell no Brasil também estará envolvida no contrato da COP30. Críticos argumentam que essa relação cria um conflito de interesse inaceitável para um evento focado em mudanças climáticas.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que gerenciou a contratação, afirmou que a seleção da Edelman não infringe suas regras sobre conflitos de interesse. No entanto, ativistas climáticos, como Duncan Meisel, da Clean Creatives, criticam a presença da Edelman, afirmando que é inadequada para um papel nas negociações climáticas. A ONG Corporate Accountability também expressou preocupação, considerando absurda a participação de uma empresa que apoia combustíveis fósseis em um evento tão crucial.

A Edelman defendeu sua atuação, afirmando que a mudança climática é uma prioridade e que a empresa está comprometida em colaborar com diversos clientes, incluindo aqueles do setor de energia. O secretário-geral da ONU, António Guterres, reiterou seu apelo para que empresas de relações públicas abandonem clientes de combustíveis fósseis, destacando a necessidade de ações mais contundentes para enfrentar a crise climática.

A COP30 abordará questões críticas, como a necessidade de limitar o aquecimento global e a expansão das atividades de perfuração por empresas como a Shell, que continua a investir em novos projetos no Brasil. A Edelman, que já enfrentou críticas em outras conferências climáticas, agora se vê no centro de um debate sobre a ética e a transparência nas negociações climáticas globais.

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