- Imran Khan, ex-primeiro-ministro do Paquistão, enfrenta repressão após sua prisão em maio de 2023.
- Recentemente, 108 membros do Partido da Justiça do Paquistão (PTI) foram condenados, incluindo Omar Ayub Khan, que recebeu pena de dez anos.
- As condenações ocorrem em um contexto de desqualificação de parlamentares e críticas à judicialização da política.
- O PTI denunciou as decisões judiciais, afirmando que líderes da oposição estão sendo punidos por sua lealdade a Khan.
- Khan, preso desde agosto de 2023, enfrenta mais de 150 acusações, consideradas por seus apoiadores como politicamente motivadas.
Imran Khan, ex-primeiro-ministro do Paquistão, enfrenta uma nova onda de repressão após sua prisão em maio de 2023. Recentemente, 108 membros do seu partido, o PTI, foram condenados, incluindo Omar Ayub Khan, que recebeu uma pena de 10 anos. As condenações ocorrem em um contexto de desqualificação de parlamentares e críticas à judicialização da política no país.
Os protestos violentos que eclodiram após a detenção de Khan, acusado de corrupção, resultaram em uma repressão severa contra seus apoiadores. As autoridades já haviam imposto diversas sentenças nos últimos dois anos, mas as recentes condenações representam um golpe significativo para o PTI. A corte antiterrorismo também desqualificou seis parlamentares do partido, intensificando a crise política.
O PTI denunciou as decisões judiciais, afirmando que nunca antes na história do Paquistão líderes da oposição foram punidos apenas por sua lealdade a Khan. O assessor de mídia de Khan, Zulfi Bukhari, classificou as sentenças como um “dia negro para a democracia”, alertando que a condenação sistemática de líderes opositores pode comprometer ainda mais a já frágil democracia do país.
Khan, que permanece popular entre a população, está preso desde agosto de 2023 e enfrenta mais de 150 acusações, que seus apoiadores consideram politicamente motivadas. Os protestos que se seguiram à sua prisão resultaram em pelo menos dez mortes e em uma repressão violenta contra o PTI. Durante as eleições da Assembleia Nacional de 2024, membros do PTI que se candidataram como independentes conseguiram o maior número de assentos, mas foram impedidos de formar governo.
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