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Israel solta colono acusado de assassinar palestino que colaborou com filme premiado

Colono israelense é libertado após matar ativista palestino, enquanto família enfrenta restrições para o funeral do morto na Cisjordânia

Homem em frente a mancha de sangue após colono israelense atirar em palestinos e matar colaborador de filme vencedor do Oscar (Foto: Mussa Qawasma/Reuters)
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  • A polícia israelense liberou o colono Yinon Levi, acusado de matar o ativista palestino Owdeh Hathaleen na Cisjordânia.
  • O incidente ocorreu durante um confronto na vila de Umm al-Khair.
  • Levi ficou em prisão domiciliar por três dias, com o tribunal alegando indícios de legítima defesa.
  • A família de Hathaleen enfrenta dificuldades para recuperar o corpo, com a polícia impondo condições rigorosas para o funeral.
  • Desde outubro de 2023, mais de 1.010 palestinos foram mortos na Cisjordânia, com a situação sendo considerada a mais grave desde 1967.

A polícia israelense libertou o colono Yinon Levi, acusado de assassinar o ativista palestino Owdeh Hathaleen na segunda-feira (28) na Cisjordânia. O incidente ocorreu durante um confronto entre colonos e palestinos na vila de Umm al-Khair. A família de Hathaleen ainda luta para recuperar o corpo do ativista, que foi morto a tiros.

Levi foi colocado em prisão domiciliar por três dias após a decisão de um tribunal, que alegou indícios de legítima defesa. Imagens do local mostram Levi disparando de forma descontrolada antes que Hathaleen caísse ao chão. O advogado do colono afirmou que ele pode enfrentar novas acusações, mas nada foi anunciado até o momento.

Condições para o Funeral

A polícia impôs condições rigorosas para a liberação do corpo de Hathaleen, incluindo a limitação do funeral a 15 pessoas e a proibição de cartazes que incitem à violência. A família se recusou a aceitar essas condições, destacando que a restrição impede a presença de muitos familiares. Salem Hathaleen, irmão da vítima, expressou sua indignação, afirmando que é devastador não ter o corpo para o funeral enquanto o suposto assassino permanece livre.

Crescente Violência na Região

Desde o início da guerra entre Hamas e Israel em outubro de 2023, mais de 1.010 palestinos foram mortos na Cisjordânia, com um aumento da violência atribuído a colonos e soldados israelenses. O caso de Hathaleen gerou protestos e críticas internacionais, levando o Ministério das Relações Exteriores da França a exigir que Israel responsabilizasse Levi.

Recentemente, outro ataque em Silwad resultou na morte de Khamis Abdel-Latif Ayad, de 40 anos, que morreu asfixiado devido a incêndios provocados por colonos. As Nações Unidas alertaram sobre o aumento do deslocamento forçado de palestinos na Cisjordânia, afirmando que a situação atual é a mais grave desde 1967.

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