- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, realizou um jantar no Palácio da Alvorada com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de quinta-feira, 31.
- O encontro ocorreu após o governo dos Estados Unidos impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky.
- Lula classificou as sanções como “inaceitáveis” e expressou solidariedade a Moraes em uma ligação.
- Durante o jantar, o presidente destacou a importância da soberania nacional e da independência do Judiciário brasileiro.
- O clima do encontro foi ameno, com conversas informais, e Moraes afirmou que continuará seu trabalho normalmente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu um jantar no Palácio da Alvorada na noite de quinta-feira, 31, com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para manifestar apoio ao ministro Alexandre de Moraes. O encontro ocorreu um dia após o governo dos Estados Unidos impor sanções a Moraes, com base na Lei Magnitsky, que visa punir violadores de direitos humanos.
Entre os presentes estavam o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Edson Fachin. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também participaram. Apesar de todos os onze ministros do STF terem sido convidados, algumas ausências foram confirmadas, incluindo Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Lula classificou as sanções como “inaceitáveis” e, após ser informado sobre a decisão dos EUA, fez uma ligação a Moraes para expressar solidariedade. O presidente convocou uma reunião com seus principais ministros para discutir a situação, onde todos concordaram que a inclusão de Moraes na Lei Magnitsky é uma medida inaceitável.
Soberania Nacional em Debate
Durante o jantar, Lula enfatizou a importância da soberania nacional e a necessidade de proteger a independência do Judiciário brasileiro. O clima do encontro foi ameno, com conversas que incluíram até futebol. Moraes, que assistiu a um jogo do Corinthians na véspera, demonstrou uma postura “inabalável e serena”, afirmando que continuará seu trabalho normalmente.
O encontro reflete a busca por uma resposta coordenada do governo brasileiro às sanções e à crescente tensão nas relações com os Estados Unidos. Lula já havia se reunido anteriormente com Barroso, Zanin e Mendes para tratar do tema, reforçando a união entre os Poderes em um momento delicado. As sanções foram anunciadas após Moraes abrir um inquérito para investigar o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos EUA e é acusado de tentar promover retaliações contra o governo brasileiro.
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