- O governo dos Estados Unidos impôs sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky.
- As sanções bloqueiam bens de Moraes e proíbem transações financeiras nos EUA.
- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniu com ministros do STF e expressou solidariedade a Moraes, considerando a interferência americana inaceitável.
- O Congresso Nacional reafirmou a soberania nacional e rejeitou interferências externas, com líderes destacando que o Brasil não aceita sanções a membros de qualquer Poder.
- O ministro Moraes decidiu não contestar as sanções no momento e afirmou que continuará exercendo suas funções.
O governo dos Estados Unidos impôs sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizando a Lei Magnitsky. A medida gerou reações de apoio ao magistrado por parte de líderes do Executivo, Legislativo e Judiciário brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com ministros do STF e expressou solidariedade a Moraes, classificando a interferência americana como inaceitável.
Após o anúncio das sanções, que bloqueiam bens de Moraes e proíbem transações financeiras nos EUA, o Congresso Nacional reafirmou a soberania nacional e rejeitou qualquer tipo de interferência externa. O presidente da Câmara, Hugo Motta, destacou que o Brasil não pode aceitar sanções dirigidas a membros de qualquer Poder constituído. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também enfatizou que a soberania é inegociável e que o Legislativo não admite interferências.
Lula, em nota, criticou a mistura de desavenças políticas com medidas econômicas e afirmou que o governo brasileiro se solidariza com Moraes, que é alvo de sanções motivadas por ações de políticos que, segundo ele, “traem nossa pátria”. O STF, por sua vez, defendeu Moraes e reiterou que suas decisões são respaldadas pela Constituição e pelas leis do país.
Em meio a esse cenário, o ministro Moraes decidiu não acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) para contestar as sanções neste momento. Durante um jantar no Palácio da Alvorada, ele minimizou o impacto das sanções e afirmou que continuará exercendo suas funções. O governo brasileiro estuda opções para contestar a aplicação da Lei Magnitsky, incluindo a possibilidade de levar a questão à Suprema Corte americana.
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