- Equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Civil de Goiás foram atacadas por garimpeiros na terra indígena Sararé, em Mato Grosso, na sexta-feira, 1º de agosto.
- A operação tinha como objetivo fiscalizar atividades ilegais de garimpo na região, próxima à fronteira com a Bolívia.
- Durante a abordagem, uma caminhonete avançou contra os agentes, resultando em um ferido, que foi atingido por um tiro no ombro e transportado de helicóptero para atendimento médico.
- Na ação, dez escavadeiras utilizadas para o garimpo ilegal foram destruídas.
- A terra indígena Sararé, de sessenta e sete mil hectares, é uma das áreas mais afetadas pela exploração ilegal de ouro, com cerca de dois mil hectares devastados por organizações criminosas.
Equipes do Ibama e da Polícia Civil de Goiás enfrentaram um ataque de garimpeiros na terra indígena Saráre, em Mato Grosso, nesta sexta-feira (1º). A operação visava fiscalizar atividades ilegais de garimpo na região, próxima à fronteira com a Bolívia. Durante a abordagem a veículos suspeitos, uma caminhonete avançou contra os agentes, resultando em um ferido, que foi atingido por um tiro no ombro. A vítima, um homem de aproximadamente 50 anos, recebeu primeiros socorros no local e foi transportada de helicóptero para atendimento médico em Pontes e Lacerda.
Na ação, dez escavadeiras utilizadas para o garimpo ilegal foram destruídas. A terra indígena Sararé, com 67 mil hectares, abriga grupos da etnia nambiquara e é uma das áreas mais afetadas pela exploração ilegal de ouro no Brasil. Estima-se que cerca de 2 mil hectares tenham sido devastados por organizações criminosas armadas que atuam na região. Desde 2023, o Ibama intensificou suas operações, resultando na apreensão e destruição de mais de 300 escavadeiras e outros equipamentos.
Ações do Governo
A operação conta com o apoio de diversos órgãos públicos, conforme determinação da Justiça Federal, para combater o garimpo ilegal. O Ministério dos Povos Indígenas elaborou um programa que estabelece diretrizes para a desintrusão de terras indígenas, priorizando a expulsão de invasores de oito territórios, incluindo Yanomami e Karipuna. Em maio, garimpeiros no rio Madeira, no Amazonas, também reagiram a operações do Ibama e da Polícia Federal, demonstrando a crescente violência associada a essas atividades ilegais.
As ações do governo visam não apenas a proteção do meio ambiente, mas também a segurança das comunidades indígenas afetadas. O combate ao garimpo ilegal se tornou uma prioridade, refletindo a necessidade de preservar os direitos dos povos originários e a integridade dos seus territórios.
Entre na conversa da comunidade