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Agentes do Ibama são atacados e garimpeiro é baleado em terra indígena

Ibama e Polícia Civil enfrentam resistência violenta de garimpeiros em operação contra exploração ilegal em terra indígena Saráre

Agente do Ibama durante operação na terra indígena Sararé, na região de Pontes Lacerda (MT) (Foto: Divulgação - 1º.ago.2025/Ibama)
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  • Equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Civil de Goiás foram atacadas por garimpeiros na terra indígena Sararé, em Mato Grosso, na sexta-feira, 1º de agosto.
  • A operação tinha como objetivo fiscalizar atividades ilegais de garimpo na região, próxima à fronteira com a Bolívia.
  • Durante a abordagem, uma caminhonete avançou contra os agentes, resultando em um ferido, que foi atingido por um tiro no ombro e transportado de helicóptero para atendimento médico.
  • Na ação, dez escavadeiras utilizadas para o garimpo ilegal foram destruídas.
  • A terra indígena Sararé, de sessenta e sete mil hectares, é uma das áreas mais afetadas pela exploração ilegal de ouro, com cerca de dois mil hectares devastados por organizações criminosas.

Equipes do Ibama e da Polícia Civil de Goiás enfrentaram um ataque de garimpeiros na terra indígena Saráre, em Mato Grosso, nesta sexta-feira (1º). A operação visava fiscalizar atividades ilegais de garimpo na região, próxima à fronteira com a Bolívia. Durante a abordagem a veículos suspeitos, uma caminhonete avançou contra os agentes, resultando em um ferido, que foi atingido por um tiro no ombro. A vítima, um homem de aproximadamente 50 anos, recebeu primeiros socorros no local e foi transportada de helicóptero para atendimento médico em Pontes e Lacerda.

Na ação, dez escavadeiras utilizadas para o garimpo ilegal foram destruídas. A terra indígena Sararé, com 67 mil hectares, abriga grupos da etnia nambiquara e é uma das áreas mais afetadas pela exploração ilegal de ouro no Brasil. Estima-se que cerca de 2 mil hectares tenham sido devastados por organizações criminosas armadas que atuam na região. Desde 2023, o Ibama intensificou suas operações, resultando na apreensão e destruição de mais de 300 escavadeiras e outros equipamentos.

Ações do Governo

A operação conta com o apoio de diversos órgãos públicos, conforme determinação da Justiça Federal, para combater o garimpo ilegal. O Ministério dos Povos Indígenas elaborou um programa que estabelece diretrizes para a desintrusão de terras indígenas, priorizando a expulsão de invasores de oito territórios, incluindo Yanomami e Karipuna. Em maio, garimpeiros no rio Madeira, no Amazonas, também reagiram a operações do Ibama e da Polícia Federal, demonstrando a crescente violência associada a essas atividades ilegais.

As ações do governo visam não apenas a proteção do meio ambiente, mas também a segurança das comunidades indígenas afetadas. O combate ao garimpo ilegal se tornou uma prioridade, refletindo a necessidade de preservar os direitos dos povos originários e a integridade dos seus territórios.

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