- Foram encontrados 386 corpos embalsamados em um crematório em Ciudad Juárez, levantando preocupações sobre irregularidades e corrupção.
- A investigação está avançando lentamente, com apenas 33 corpos identificados até o momento.
- Famílias relatam problemas nas certidões de óbito e a entrega de cinzas que não pertencem aos seus entes queridos.
- O crematório operava sem permissão desde 2022, e a fiscalização estatal é criticada pela falta de inspeções adequadas.
- Duas pessoas foram processadas por inumação e exumação indevidas, enquanto as famílias pedem uma investigação mais aprofundada e a dissolução de contratos com funerárias envolvidas.
Recentemente, 386 corpos embalsamados foram encontrados em um crematório em Ciudad Juárez, gerando preocupações sobre a corrupção e a irregularidade nas operações do local. Um mês após o achado, a investigação avança lentamente, com apenas 33 corpos identificados até o momento.
Familiares das vítimas denunciam irregularidades nas certidões de óbito e a entrega de cinzas que não pertencem aos seus entes queridos. A confiança na fiscalização estatal está em baixa, especialmente após a descoberta de que o crematório operava sem permissão desde 2022. A Fiscalia General de Chihuahua investiga a possibilidade de que muitos corpos foram cremados sem o devido processo, com a entrega de materiais não humanos às famílias.
O coletivo Justiça para Nuestros Deudos tem se manifestado contra as irregularidades, apontando que as certidões de óbito apresentam dados contraditórios. A porta-voz do grupo, Dora Elena Delgado, expressou sua indignação: “Como é possível que haja falecidos com duas certidões de óbito?”. Além disso, a falta de inspeções adequadas por parte da Comissão Estatal para a Proteção contra Riscos Sanitários é criticada, uma vez que a fiscalização anterior afirmava que o crematório estava em conformidade.
Denúncias e Ações
Duas pessoas foram processadas por inhumação e exumação indevidas, sendo acusadas de operar o crematório. As famílias exigem uma investigação mais aprofundada, incluindo a possibilidade de que a Fiscalia General de la República assuma o caso. O deputado Cuauhtémoc Estrada destacou a necessidade de uma resposta mais eficaz das autoridades, afirmando que a situação atual prolonga o sofrimento das famílias.
Os membros do coletivo também buscam a dissolução de contratos com funerárias envolvidas, alegando atos de corrupção que comprometem a qualidade dos serviços funerários. A falta de transparência e a entrega de urnas com materiais como cimento e areia aumentam a desconfiança entre os afetados. A luta por justiça continua, enquanto as famílias aguardam respostas e soluções para o caso.
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