- O FBI investiga um esquema de tráfico de drogas no Centro Correcional do Condado de Cibola, no Novo México, administrado pela CoreCivic.
- A unidade abriga imigrantes sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) e já enfrentou denúncias de negligência médica e problemas de segurança.
- Documentos do FBI indicam que agentes penitenciários estariam introduzindo drogas como metanfetamina e Suboxone na prisão.
- Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, a população carcerária de imigrantes na unidade mais que dobrou, passando de 160 para 224 detentos.
- A CoreCivic afirmou ter uma política de tolerância zero para contrabando e registrou ao menos 15 mortes de detentos sob sua custódia desde 2018.
O FBI investiga um esquema de tráfico de drogas no Centro Correcional do Condado de Cibola (CCCC), no Novo México, administrado pela CoreCivic. A unidade abriga imigrantes sob custódia do ICE e já enfrentou denúncias de negligência médica e problemas de segurança. A investigação, revelada pelo jornal Guardian, aponta para uma “epidemia de tráfico de drogas” com indícios de envolvimento de agentes penitenciários no contrabando de substâncias ilícitas.
Documentos do FBI e relatos de informantes indicam que funcionários da CoreCivic estariam introduzindo drogas como metanfetamina e Suboxone na prisão. Um agente do FBI declarou em tribunal que “havia agentes penitenciários corruptos no CCCC”. Apesar das denúncias, a CoreCivic busca expandir seu contrato com o ICE, que atualmente representa cerca de 30% da população carcerária da unidade, que tem capacidade para 1.200 detentos.
Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, o número de imigrantes detidos na unidade mais que dobrou, passando de 160 em janeiro para 224 em junho. O FBI registrou 43 apreensões de drogas entre janeiro e outubro de 2024, embora o número tenha diminuído em relação a anos anteriores. Informantes revelaram que gangues, tanto dentro quanto fora da unidade, colaboram para trazer drogas, especialmente fentanil e heroína.
A CoreCivic afirmou ter uma política de tolerância zero para contrabando e expressou gratidão pelos esforços investigativos. Desde 2018, ao menos 15 detentos morreram sob custódia, e a empresa declarou que leva a sério qualquer morte. Relatos de imigrantes detidos indicam que drogas estão sendo vendidas e consumidas na unidade, com um deles afirmando que “há muita corrupção”.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) negou as alegações de tráfico de drogas e condições precárias, afirmando que a segurança dos detidos é prioridade. A CoreCivic, a segunda maior operadora de prisões privadas dos EUA, aumentou sua atuação em centros de detenção de imigrantes, firmando novos contratos com o ICE. O FBI não comentou oficialmente sobre a investigação em andamento, mas confirmou que o CCCC continua sendo alvo de apurações.
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