- A parlamentar israelense Efrat Rayten, do partido Os Democratas, defende um cessar-fogo e uma solução política para o conflito entre Israel e Hamas após os ataques de 7 de outubro de 2023.
- Ela destaca a importância de garantir a segurança de Israel e a libertação dos 55 reféns mantidos pelo Hamas.
- Rayten critica a atual coalizão de governo, liderada por Binyamin Netanyahu, e afirma que é a mais extremista da história de Israel.
- A parlamentar acredita que é necessário buscar alternativas além das ações militares e que novas lideranças são essenciais para enfrentar os desafios do país.
- Apesar do trauma gerado pelos ataques, muitos israelenses ainda desejam a paz e apoiam a solução de dois Estados.
A parlamentar israelense Efrat Rayten, do partido Os Democratas, defende um cessar-fogo e uma solução política para o conflito entre Israel e Hamas, especialmente após os ataques de 7 de outubro de 2023. Em entrevista ao Estadão, ela enfatiza a importância de garantir a segurança de Israel enquanto busca um acordo que permita a libertação dos 55 reféns mantidos pelo Hamas.
Rayten, que se inspira no legado do ex-primeiro-ministro Itzchak Rabin, acredita que é possível unir a necessidade de segurança com a busca pela paz. “Precisamos de uma solução política para um Estado palestino”, afirma, ressaltando que a atual coalizão de governo, liderada por Binyamin Netanyahu, é a mais extremista da história de Israel. A parlamentar critica as políticas do governo, que, segundo ela, enfraquecem a democracia e polarizam a sociedade.
A parlamentar também destaca que, apesar do trauma gerado pelos ataques do Hamas, muitos israelenses ainda desejam a paz. “A guerra precisa acabar”, diz, apontando que a continuidade do conflito só traz mais sofrimento. Ela reconhece que o Hamas é uma organização terrorista, mas acredita que a solução para o retorno dos reféns passa por um cessar-fogo.
Rayten menciona que a sociedade israelense já havia mostrado apoio à solução de dois Estados antes do ataque de outubro, mas que a situação atual gerou um retrocesso nas discussões. “A sensação é de que não temos ninguém para conversar do outro lado”, lamenta. Para ela, é crucial que o governo atual busque alternativas e não se limite a ações militares.
A parlamentar conclui que novas lideranças são necessárias para enfrentar os desafios do país. “Precisamos de um recomeço com pessoas que tomem decisões responsáveis”, afirma, enfatizando a importância de um governo que entenda as complexidades do conflito e busque soluções duradouras.
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