- A Conferência das Partes (COP30) sobre mudanças climáticas ocorrerá em Belém entre 10 e 21 de novembro.
- O evento enfrenta críticas devido aos altos preços de hospedagem, que podem excluir países em desenvolvimento.
- A plataforma de reservas apresentou instabilidade e há uma lista de espera com mil pessoas.
- O embaixador André Corrêa do Lago confirmou que a COP30 permanecerá em Belém, apesar das pressões para mudar o local.
- A Secretaria Extraordinária da COP30 anunciou a disponibilização de mais de 2.700 quartos, com diárias variando de US$ 50 a US$ 600, e muitos quartos custando até US$ 2 mil por noite.
A COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, ocorrerá em Belém entre 10 e 21 de novembro. No entanto, o evento enfrenta críticas severas devido aos altos preços de hospedagem, que podem excluir países em desenvolvimento. A plataforma de reservas, lançada recentemente, apresentou instabilidade e uma lista de espera com mil pessoas.
O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, confirmou que a conferência permanecerá em Belém, apesar das pressões para mudar o local. Ele destacou que a questão dos preços é uma preocupação crescente, especialmente entre as delegações de países mais pobres. Durante uma reunião de emergência da ONU, representantes de 25 países expressaram a necessidade de reconsiderar a sede do evento devido aos custos elevados.
A Secretaria Extraordinária da COP30 (Secop) anunciou que disponibilizará mais de 2.700 quartos, incluindo opções em hotéis, apartamentos e residências privadas. Contudo, os preços das diárias variam de US$ 50 a US$ 600, com muitos quartos custando até US$ 2 mil por noite. Essa disparidade tem gerado descontentamento, especialmente entre nações que não podem arcar com tais valores.
Críticas e Alternativas
A insatisfação internacional é palpável. Delegações de países em desenvolvimento já indicaram que podem reduzir suas comitivas ou até não comparecer ao evento. O presidente da COP30 reconheceu que a falta de opções acessíveis pode comprometer a legitimidade da conferência. Para mitigar a situação, o governo do Pará está explorando alternativas, como a utilização de navios de cruzeiro e habitações do programa Minha Casa Minha Vida para acomodar participantes.
Além disso, o setor hoteleiro local se comprometeu a oferecer tarifas mais acessíveis, mas a realidade ainda é de preços elevados. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Pará afirmou que já foram solicitados 500 apartamentos com preços entre US$ 100 e US$ 300 para delegações menos favorecidas. A pressão por soluções eficazes continua, enquanto a data do evento se aproxima.
Entre na conversa da comunidade