- Yarissa Pacheco, brasileira, e seu filho foram barrados na imigração ao chegarem em Lisboa no dia 31 de agosto.
- Ela tentou entrar em Portugal com um visto expirado e uma manifestação de interesse pendente, sem autorização de residência.
- Após duas noites no aeroporto, foram forçados a retornar ao Brasil.
- Yarissa informou aos agentes de imigração que tinha um compromisso na agência de imigração para regularizar sua situação, mas a documentação necessária não estava disponível.
- A situação reflete um endurecimento nas regras de imigração em Portugal, onde a fiscalização sobre estrangeiros tem sido intensificada.
A brasileira Yarissa Pacheco, acompanhada de seu filho de quatro anos, foi barrada na imigração ao chegar em Lisboa no dia 31 de agosto. A tentativa de entrada em Portugal ocorreu com um visto expirado e uma manifestação de interesse pendente, sem autorização de residência. Após duas noites no aeroporto, ambos foram forçados a retornar ao Brasil.
Yarissa relatou que, ao desembarcar, informou aos agentes de imigração sobre sua intenção de regularizar a situação, mencionando que tinha um compromisso na agência de imigração (AIMA) para efetuar o pagamento de um Documento Único de Cobrança (DUC). No entanto, a documentação necessária não estava acessível, e a AIMA havia informado que ela poderia regularizar sua situação mesmo com a manifestação de interesse expirada.
Durante a abordagem, as autoridades sugeriram que ela retornasse ao Brasil e voltasse a Portugal após o pagamento do boleto, que deveria ser feito presencialmente. Yarissa, que já havia vivido em Portugal e planejava se estabelecer novamente no país, ficou frustrada com a situação. Ela mencionou que gastou cerca de R$ 20 mil em passagens e que tinha uma nova passagem marcada para setembro, a qual não conseguiu trocar.
A situação de Yarissa reflete um endurecimento nas regras de imigração em Portugal, onde o Parlamento aprovou a criação de uma unidade policial dedicada ao controle de estrangeiros. Embora essa unidade ainda não esteja em funcionamento, a Polícia de Segurança Pública (PSP) tem intensificado a fiscalização sobre imigrantes. A brasileira, que está desempregada e recebe apoio da Associação de Apoio e Integração de Estrangeiros e Familiares (AAEIF), planeja tentar novamente a imigração assim que regularizar sua situação.
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