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Documentário revive humor crítico de Barão de Itararé e sua crônica do conchavo

Documentário destaca a vida do Barão de Itararé e sua crítica social, revelando a relevância do humor na resistência política brasileira

Imagem do documentário “O Brasil que não Houve - As Aventuras do Barão de Itararé no Reino de Getúlio Vargas”, de Arnaldo Branco e Renato Terra (Foto: Divulgação)
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  • O documentário “O Brasil que não houve” estreia no dia 2 de setembro, às 15h30, no Cinema da Praça, durante a 23ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
  • A produção é narrada por Gregório Duvivier e explora a vida e a obra de Apparício Torelly, conhecido como Barão de Itararé.
  • Torelly, que começou sua carreira no jornal O GLOBO em 1925, é famoso por suas críticas sociais e aforismos.
  • O filme aborda os conflitos de Torelly com o regime de Getúlio Vargas, que resultaram em mais de dois anos de prisão.
  • A obra destaca a importância do humor como forma de resistência e crítica social, mantendo viva a memória do Barão de Itararé.

O documentário “O Brasil que não houve” estreia no dia 2 de setembro, às 15h30, no Cinema da Praça, durante a 23ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A produção, narrada por Gregório Duvivier, explora a vida e a obra de Apparício Torelly, o Barão de Itararé, um dos ícones do humor brasileiro.

Torelly, que começou sua trajetória no jornal O GLOBO em 1925, é conhecido por suas críticas sociais e aforismos que ainda ressoam na cultura brasileira. O documentário revela como suas piadas e ironias refletiam um Brasil que se equilibra entre a graça e a desgraça. O filme, dirigido por Arnaldo Branco e Renato Terra, traz à tona a relevância do Barão em um contexto histórico e político.

O Barão de Itararé fundou o jornal satírico “A Manha” em 1926, onde desafiou a imprensa e os costumes da época. Renato Terra destaca que muitos ainda repetem suas frases, mas poucos conhecem sua história. O humor de Torelly, que frequentemente ironizava o poder, é apresentado no documentário com uma narrativa que subverte a linguagem tradicional dos documentários históricos.

O filme também aborda os conflitos de Torelly com o regime de Getúlio Vargas, que resultaram em mais de dois anos de prisão. Arnaldo Branco ressalta que, na época, os humoristas enfrentavam um verdadeiro cancelamento. A obra promete ser uma reflexão sobre a importância do humor como forma de resistência e crítica social, mantendo viva a memória de um dos maiores humoristas do Brasil.

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