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Corpo negro é alvo de suspeitas e preconceitos, afirma Conceição Evaristo

Conceição Evaristo destaca a escrita como resistência e afirmação do corpo negro em debate sobre racismo na Flip 2023

Conceição Evaristo na Flip 2025 (Foto: Libário Nogueira/VEJA)
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  • Conceição Evaristo participou da Flip 2023, em Paraty, no dia primeiro de agosto.
  • A escritora discutiu o impacto do racismo em sua vida e a importância da escrita como espaço de libertação.
  • Evaristo afirmou que a escrita permite que mulheres negras afirmem seus corpos em uma sociedade que os desvaloriza.
  • Ela compartilhou experiências pessoais, destacando a percepção negativa que corpos negros enfrentam em espaços públicos.
  • A escritora fez uma analogia sobre sua mãe, ressaltando a escrita como uma forma de resistência e afirmação da identidade negra.

Conceição Evaristo participou da Flip 2023, realizada em Paraty, onde abordou o impacto do racismo em sua vida e a importância da escrita como um espaço de libertação. O evento ocorreu na casa Caixa de Histórias, nesta sexta-feira, 1.

Durante o debate, a escritora destacou como o racismo moldou sua trajetória. A escrita é o lugar onde nós, mulheres negras, temos mais liberdade de colocar nosso corpo, afirmou Evaristo. Ela ressaltou que, em uma sociedade que frequentemente desvaloriza corpos negros, a escrita se torna um meio de afirmação e resistência.

Evaristo compartilhou experiências pessoais, mencionando que o corpo negro é frequentemente visto como uma ameaça e, ao mesmo tempo, invisível. Você chega em um supermercado ou em uma loja grande, as pessoas sempre te olham pensando que você vai fazer alguma coisa, disse. Essa percepção, segundo ela, reforça a necessidade de espaços onde a voz e a presença de mulheres negras possam ser valorizadas.

A escritora também fez uma analogia poética ao mencionar sua mãe, que desenhava o sol no chão. Esse movimento era uma forma de escrita com o corpo, um testemunho da vivência e da resistência que permeia a vida das mulheres negras. Evaristo concluiu que a literatura é uma ferramenta poderosa para a afirmação da identidade e da experiência negra.

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