- A Palestine Red Crescent Society (PRCS) denunciou um ataque israelense em sua sede em Khan Younis, Gaza, na madrugada de domingo.
- O ataque resultou na morte de um trabalhador, Omar Isleem, e ferimentos em outros três.
- O local estava claramente identificado com o emblema da PRCS e foi atingido por bombardeios que causaram um incêndio.
- O Israel Defense Forces (IDF) investiga a alegação e descreve a situação como sendo revisada, enquanto a PRCS considera o ataque deliberado.
- A crise humanitária em Gaza se agrava, com mais de 60 mil mortes registradas desde o início do conflito, e 104 pessoas mortas em 24 horas, sendo 65 enquanto buscavam ajuda.
A Palestine Red Crescent Society (PRCS) denunciou um ataque israelense em sua sede em Khan Younis, Gaza, ocorrido na madrugada de domingo. O ataque resultou na morte de um trabalhador, identificado como Omar Isleem, e ferimentos em outros três. A PRCS afirmou que o local, claramente marcado com o emblema da organização, foi atingido por bombardeios que provocaram um incêndio no prédio.
O Israel Defense Forces (IDF) está investigando a alegação e afirmou que revisa a situação, enquanto a PRCS descreveu o ataque como deliberado. Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, é possível ver o prédio em chamas e com danos significativos. A PRCS relatou que, enquanto suas equipes tentavam evacuar o local e controlar o incêndio, o segundo andar foi atingido novamente por bombardeios.
Desde o início do conflito em outubro, a situação humanitária em Gaza se deteriorou drasticamente, com mais de 60 mil mortes registradas, segundo o ministério da saúde local. A PRCS destacou que, desde o início da guerra, 51 membros de sua equipe foram mortos, incluindo 29 durante atividades humanitárias.
Crise Humanitária
A situação se agrava com relatos de que 104 pessoas foram mortas em 24 horas devido a ataques israelenses, sendo 65 delas enquanto buscavam ajuda. O hospital Al-Awda informou que cinco pessoas foram mortas e 30 feridas em um ataque próximo a um ponto de distribuição de ajuda.
O IDF alegou que disparou tiros de advertência em resposta a um grupo que se aproximava de forma ameaçadora. No entanto, a localização dos disparos foi verificada e não está claro quem estava atirando. A ONU expressou preocupação com a segurança dos trabalhadores humanitários e pediu uma investigação independente sobre os ataques.
Enquanto isso, a situação de abastecimento em Gaza continua crítica. Dois caminhões com combustível estão aguardando para entrar na região, onde as instalações médicas enfrentam sérias dificuldades devido ao bloqueio de ajuda. A PRCS e outras organizações humanitárias pedem a ampliação do acesso a suprimentos essenciais para evitar uma catástrofe humanitária ainda maior.
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