- Cíntia de Araújo, servidora da Agência Nacional de Águas (ANA), entrou em licença para interesses particulares em julho, após quase 19 anos de serviço.
- A licença foi aprovada por unanimidade pela diretoria colegiada e tem duração de três anos, sem remuneração.
- Cíntia assumiu recentemente o cargo de gerente-executiva da Aegea Saneamento, no setor regulatório.
- A ata da reunião que autorizou a licença não menciona sua nova posição na Aegea.
- A Aegea afirmou que seguiu todos os procedimentos necessários para a contratação de Cíntia, levantando questões sobre ética e transparência nas transições entre o setor público e privado.
Uma servidora da Agência Nacional de Águas (ANA), Cíntia de Araújo, entrou em licença para interesses particulares em julho, após quase 19 anos de serviço. A decisão foi aprovada por unanimidade pela diretoria colegiada. Desde 2022, Cíntia atuava como superintendente de saneamento básico e agora se afastará por três anos, sem remuneração.
Recentemente, Cíntia assumiu o cargo de gerente-executiva da Aegea Saneamento, no setor regulatório. Essa nova posição foi possível após a licença da ANA, embora a ata da reunião que autorizou o afastamento não mencione sua migração para a Aegea. A Comissão de Ética Pública da Presidência foi consultada sobre a licença, mas não há registros sobre a nova função.
A Aegea Saneamento, ao ser questionada, afirmou que cumpriu rigorosamente todos os trâmites necessários para a contratação de Cíntia. A transição de cargos levanta questões sobre a ética e a transparência nas movimentações entre órgãos públicos e empresas privadas, especialmente em setores regulados.
Cíntia, que teve contato direto com o setor regulatório durante sua atuação na ANA, agora se posiciona do outro lado, o que pode gerar debates sobre possíveis conflitos de interesse. A situação destaca a importância de monitorar as relações entre servidores públicos e a iniciativa privada, especialmente em áreas sensíveis como o saneamento básico.
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