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Kremlin pede cautela após Trump posicionar submarinos nucleares perto da Rússia

Trump posiciona submarinos nucleares perto da Rússia, enquanto Kremlin pede cautela na retórica nuclear e critica ultimatos nas negociações

Vladimir Putin, presidente da Rússia. 03/07/2025 - (Foto: Contributor/Getty Images)
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou o envio de submarinos nucleares para perto da Rússia.
  • O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, minimizou a situação e pediu cautela com a retórica nuclear.
  • Peskov afirmou que os submarinos já estavam em serviço de combate e que a declaração de Trump não representa uma escalada nas tensões.
  • Trump também impôs um novo prazo para um cessar-fogo na Ucrânia, que termina em 8 de agosto, e ameaçou tarifas severas sobre o petróleo russo.
  • O ex-presidente russo, Dmitry Medvedev, criticou Trump, afirmando que a Rússia não se submete a ultimatos.

Em resposta à ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para posicionar submarinos nucleares próximos à Rússia, o Kremlin minimizou a situação. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que todos devem ter cautela com a retórica nuclear, especialmente em meio à guerra na Ucrânia.

Peskov destacou que os submarinos já estavam em serviço de combate e que a declaração de Trump não representa uma escalada nas tensões. Ele enfatizou a complexidade da situação e a necessidade de evitar polêmicas. “Acreditamos que todos devem ter muito cuidado com a retórica nuclear”, disse Peskov.

A ordem de Trump, anunciada na última sexta-feira, 1º de agosto, foi uma resposta a provocações do ex-presidente russo Dmitry Medvedev. Trump impôs um novo prazo para um cessar-fogo na Ucrânia, que termina em 8 de agosto, e ameaçou tarifas severas sobre o petróleo russo caso não haja progresso nas negociações.

Medvedev, por sua vez, criticou Trump, afirmando que a Rússia não é um país que se submete a ultimatos. Ele também se referiu ao presidente americano como “vovô” em uma provocação nas redes sociais. A troca de mensagens entre os dois líderes foi considerada arriscada por analistas, que alertam para os riscos de uma escalada.

Enquanto isso, as relações entre EUA e Rússia continuam a se deteriorar desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. O Kremlin reafirma seus objetivos de segurança na região, desconsiderando as pressões de Trump e mantendo sua posição firme nas negociações.

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