- A criminalidade em Buenos Aires envolvendo mulheres conhecidas como “Viudas negras” aumentou, resultando em mortes e gerando alertas da Embaixada dos Estados Unidos.
- A série “Viudas negras, p*tas e chorras” foi lançada para abordar essa problemática.
- Ailén Ferreiro, uma detida de 28 anos, relata que mulheres de bairros pobres são manipuladas por homens que as atraem para o crime com promessas de uma vida melhor.
- Dados indicam que, nos primeiros sete meses de 2025, cinco casos de roubos terminaram em mortes.
- A maioria das mulheres detidas tem antecedentes criminais e muitas não denunciam os crimes por vergonha.
Recentemente, a criminalidade em Buenos Aires envolvendo mulheres conhecidas como “Viudas negras” ganhou destaque devido ao aumento de casos que resultaram em mortes. A Embaixada dos EUA emitiu alertas para turistas e a série “Viudas negras, p*tas e chorras” foi lançada, abordando essa problemática.
Ailén Ferreiro, de 28 anos, é uma das detidas e compartilha sua experiência na prisão. Ela descreve como mulheres de bairros pobres são manipuladas por homens, que as atraem para o crime com promessas de uma vida melhor. “Elas saem a roubar sem saber o que esperar”, afirma Ailén, ressaltando que a violência geralmente ocorre quando homens estão envolvidos.
A modalidade de roubo, que se intensificou durante a pandemia, envolve mulheres que seduzem homens em discotecas ou aplicativos de namoro, oferecendo uma falsa intimidade. Dados indicam que, apenas nos primeiros sete meses de 2025, cinco casos terminaram em mortes. A polícia identificou mais de 60 possíveis “Viudas negras” e a maioria das vítimas não denuncia por vergonha.
As investigações revelam que muitas dessas mulheres vêm de contextos vulneráveis e são frequentemente recrutadas por homens que as incentivam a participar do crime. “Elas não têm recursos para pagar advogados ou sustentar suas famílias”, explica Ailén, que reflete sobre as promessas vazias que as levaram a essa vida.
A situação é alarmante em áreas com intensa vida noturna, como Palermo, onde cartazes alertam sobre os riscos. A polícia observa que a maioria das mulheres detidas tem antecedentes criminais e que o sistema judicial muitas vezes não impõe penas severas. Ailén, condenada a prisão perpétua, destaca que sua vida mudou drasticamente e que muitos entram e saem da prisão sem aprender com os erros.
Ela deseja usar sua história para alertar outros sobre os perigos desse estilo de vida e a necessidade de buscar alternativas. “A vida criminosa traz riscos enormes. Em um segundo, você pode perder tudo”, conclui Ailén.
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