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Acidente com patinete em Copacabana levanta questões sobre fiscalização nas ciclovias

Acidente com patinete elétrico em Copacabana destaca a urgência de uma regulamentação eficaz e fiscalização rigorosa na cidade

Apesar da proibição, muitos usuários andam juntos no patinete e não usam capacetes. (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)
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  • Ana Cristina Gomes, de 34 anos, foi atropelada por um patinete elétrico em Copacabana no último domingo, resultando em ferimentos na perna esquerda.
  • O incidente ocorreu na ciclovia, próximo à rua Constante Ramos, e Ana recebeu atendimento no hospital Copa D’or.
  • O atropelamento levanta questões sobre a falta de fiscalização e regulamentação do uso de patinetes na cidade.
  • A Prefeitura do Rio informou que os patinetes operam sob um programa experimental e que mais de 10 mil usuários foram bloqueados por mau uso.
  • Especialistas defendem a necessidade de regulamentação clara e campanhas de conscientização para melhorar a segurança no trânsito.

Ana Cristina Gomes, de 34 anos, foi atropelada por um patinete elétrico enquanto caminhava pela ciclovia de Copacabana, no último domingo (03). O incidente ocorreu por volta das 14h30, na altura da rua Constante Ramos, resultando em um profundo corte na perna esquerda da pedestre. Ela foi socorrida por testemunhas e levada ao hospital Copa D’or, onde recebeu seis pontos.

O atropelamento reacende a discussão sobre a falta de fiscalização e regulamentação do uso de patinetes elétricos na cidade. Ana relatou em suas redes sociais que caminhava tranquilamente quando foi atingida por trás. “Felizmente, não bati a cabeça”, destacou. Eduarda Castilho, uma das socorristas que ajudou Ana, afirmou que o adolescente que conduzia o patinete se levantou rapidamente e fugiu do local.

Apesar das regras que proíbem menores de 18 anos de pilotar patinetes e exigem o uso de capacete, muitos usuários desrespeitam essas normas. A Prefeitura do Rio informou que os patinetes operam sob um programa experimental, com dados compartilhados pela empresa Whoosh. Desde junho do ano passado, mais de dois milhões de corridas foram realizadas, e mais de 10 mil usuários foram bloqueados por mau uso.

Necessidade de Regulamentação

Vivi Zampieri, gestora de Mobilidade Ativa da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio, enfatizou que acidentes como o de Ana Cristina poderiam ser evitados com uma regulamentação clara. Ela destacou que a fiscalização atual é insuficiente e que a aplicação de penalidades só será possível com regras definidas. O recente decreto que proíbe a circulação de veículos elétricos no calçadão não estabelece diretrizes claras sobre onde esses veículos podem trafegar.

Raphael Pazos, fundador da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio, também ressaltou a importância da educação no trânsito. Ele afirmou que o comportamento dos usuários é um fator crucial para a segurança nas vias. “Os vilões não são os patinetes, mas o comportamento humano no trânsito”, concluiu, defendendo campanhas de conscientização para promover um uso mais seguro dos espaços públicos.

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