- O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes, anunciou que pode pautar o PL da Anistia, que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, caso assuma interinamente a Casa.
- A declaração ocorre em meio a investigações sobre a tentativa de golpe em 2022 e à prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
- A proposta visa conceder perdão a golpistas do dia 8 de janeiro e gerou reações negativas entre líderes partidários.
- Altineu defendeu a votação como uma forma de “pacificar” o País, mas sua fala foi vista como uma ameaça.
- Parlamentares bolsonaristas planejam obstruir o Congresso para forçar a votação do projeto, aumentando a instabilidade política.
O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), provocou reações intensas ao ameaçar pautar o PL da Anistia, que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, caso assuma interinamente a Casa. A declaração surge em meio a investigações sobre a tentativa de golpe em 2022 e a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro.
A proposta, que visa conceder perdão a golpistas do 8 de Janeiro, foi recebida com surpresa por líderes partidários. Altineu defendeu que a votação do projeto seria uma forma de “pacificar” o País, mas sua fala foi interpretada como uma ameaça direta. Desde que Hugo Motta (Republicanos-PB) assumiu a presidência da Câmara, ele tem enfrentado pressão para pautar o projeto, mas resiste devido à falta de apoio e ao caráter polêmico da proposta.
Parlamentares bolsonaristas já anunciaram uma nova obstrução no Congresso para forçar a votação do PL. A cúpula da Câmara considera a atitude de Altineu como uma violação de acordos internos, o que agrava a instabilidade política. O deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) criticou a postura do vice-presidente, afirmando que a pauta deve ser definida democraticamente.
Enquanto isso, uma ala da cúpula acredita que a ameaça de Altineu é uma bravata, com o PL utilizando o projeto como instrumento de barganha. Carlos Veras (PT-PE) destacou que a prioridade do partido não é o interesse público, mas sim a defesa dos golpistas. A situação continua a gerar tensões no cenário político, com desdobramentos incertos.
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