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Aprovação do STF atinge 29% enquanto 36% reprovam ministros, revela Datafolha

A reprovação ao STF aumenta para 36% após prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, gerando desconfiança nas instituições judiciais do Brasil

Sessão extraordinária do STF em 1º de agosto de 2025. (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • A reprovação ao trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) subiu para 36%, segundo pesquisa do Datafolha divulgada em cinco de agosto de 2024.
  • O índice era de 28% em março de 2024 e apenas 29% dos entrevistados avaliam positivamente a atuação da Corte.
  • A desaprovação é mais intensa entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, com 81% expressando insatisfação.
  • A pesquisa revelou que 68% acreditam que o STF prioriza seus próprios interesses, enquanto apenas 27% consideram que a Corte age em benefício da população.
  • A insatisfação com o Judiciário também se reflete na avaliação do Legislativo, onde 35% dos participantes consideram o desempenho de deputados e senadores ruim ou péssimo.

A reprovação ao trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu 36%, conforme pesquisa do Datafolha divulgada nesta terça-feira, 5. O levantamento, realizado entre 29 e 30 de julho, mostra um aumento em relação aos 28% registrados em março de 2024. Apenas 29% dos entrevistados avaliam positivamente a atuação da Corte.

A insatisfação é particularmente acentuada entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, com 81% desaprovando o STF. Em contraste, 56% dos petistas expressam uma visão favorável sobre o desempenho dos ministros. A pesquisa foi feita antes da decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro, o que intensificou as críticas à Corte.

Percepção da Justiça

Além disso, 68% dos entrevistados acreditam que o STF prioriza seus próprios interesses, enquanto apenas 27% consideram que a Corte age em benefício da população. A insatisfação com o Judiciário se reflete também na avaliação do Legislativo, onde 35% dos participantes consideram o desempenho de deputados e senadores ruim ou péssimo.

Os apoiadores de Bolsonaro têm promovido ataques à Corte, alegando que suas ações comprometem a democracia. Deputados como Luciano Zucco e Sóstenes Cavalcante têm incentivado o uso de frases como “vingança não é justiça” nas redes sociais. A tensão entre o STF e figuras políticas aumentou, com sanções sendo propostas contra magistrados da Corte.

Consequências Políticas

Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, tem sido um dos principais articuladores dessas sanções, solicitando a aplicação da Lei Global Magnitsky contra Moraes. O cenário de polarização política no Brasil reflete uma crescente desconfiança nas instituições judiciais, especialmente entre os apoiadores de Bolsonaro.

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