- Indígenas dos povos Kayapó e Panará protestaram em Brasília no dia cinco de agosto, em frente à sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
- A manifestação ocorreu antes de um evento sobre transporte ferroviário e abordou a falta de consulta sobre o projeto da Ferrogrão, que afeta seus territórios.
- Os indígenas, participantes da IV Marcha das Mulheres Indígenas, criticaram a ausência de diálogo com autoridades e sua retirada do Grupo de Trabalho do Ministério dos Transportes.
- O traçado da Ferrogrão, atualmente em fase de estudos, passa próximo às Terras Indígenas Baú e Panará, localizadas no Pará e Mato Grosso.
- A manifestação destacou a necessidade de um diálogo mais efetivo entre os povos indígenas e as autoridades sobre projetos que impactam suas terras e modos de vida.
Indígenas dos povos Kayapó e Panará realizaram um protesto em Brasília nesta terça-feira, 5, em frente à sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A manifestação ocorreu antes de um evento sobre transporte ferroviário e teve como foco a falta de consulta sobre a Ferrogrão, projeto que impacta seus territórios.
Os indígenas, que participam da IV Marcha das Mulheres Indígenas, destacaram a ausência de diálogo com as autoridades e sua retirada do Grupo de Trabalho criado pelo Ministério dos Transportes para discutir o projeto. O traçado da ferrovia, atualmente em fase de estudos, passa próximo às Terras Indígenas Baú e Panará, localizadas no Pará e Mato Grosso, respectivamente.
Durante o ato, os manifestantes expressaram suas preocupações sobre a falta de participação no processo de implantação da Ferrogrão. Dificuldades de comunicação com órgãos responsáveis têm sido recorrentes, segundo os indígenas. O evento em Brasília, intitulado “Desafios do Transporte Ferroviário e Competitividade do Setor Produtivo”, contou com a presença de autoridades do setor, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A manifestação ressalta a necessidade de um diálogo mais efetivo entre os povos indígenas e as autoridades, especialmente em projetos que afetam diretamente suas terras e modos de vida.
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