- A Justiça do Pará afastou o prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, do cargo durante a Operação Hades, nesta terça-feira, 5.
- A operação incluiu buscas em sua residência e investiga fraudes em licitações e corrupção.
- O Tribunal de Justiça acatou um pedido do Ministério Público Estadual, que investiga corrupção ativa e passiva.
- Daniel Santos já era investigado por suposto desvio de R$ 261 milhões em verbas da saúde e por ligações com milicianos.
- Em resposta ao afastamento, o prefeito alegou que a decisão é política e arbitrária, sem oportunidade de defesa prévia.
A Justiça do Pará afastou o prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos (PSB), do cargo nesta terça-feira, 5, durante a Operação Hades. A ação, que incluiu buscas em sua residência, foi motivada por investigações sobre fraudes em licitações e corrupção. O Tribunal de Justiça acatou um pedido do Ministério Público Estadual, que apura crimes relacionados a corrupção ativa e passiva de agentes públicos e empresários.
Dr. Daniel já enfrentava investigações por suposto desvio de R$ 261 milhões em verbas da saúde, entre 2018 e 2022, e sua ligação com milicianos. Em abril, ele assumiu a presidência do PSB no Pará, mas a situação se agravou com a Operação Hades. Os mandados de busca foram cumpridos por 16 equipes do Ministério Público em diversas localidades, incluindo a região metropolitana de Belém.
O prefeito é investigado por suposto superfaturamento em contratos com o Hospital Santa Maria de Ananindeua, onde ele era sócio até maio de 2022. O Gaeco identificou que o hospital cobrava até 5.000% a mais por medicamentos e materiais médicos, como agulhas e seringas. Apesar de não haver acusações formais sobre sua ligação com milícias, Dr. Daniel foi mencionado em escutas telefônicas que envolvem policiais militares suspeitos de pertencer a grupos de extermínio.
Em resposta ao afastamento, Dr. Daniel alegou que a decisão atende a interesses políticos de seu adversário, o governador Helder Barbalho (MDB). Ele afirmou que a medida foi arbitrária e que sua defesa não teve a oportunidade de se manifestar previamente. A situação do prefeito se complica ainda mais com a continuidade das investigações, que seguem sob a supervisão do Judiciário.
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