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Laudo de conversas do celular pode libertar chefe de segurança de bicheiro

Laudo do ICCE levanta dúvidas sobre provas contra Rogério Andrade, que pode solicitar revisão de sua prisão preventiva em breve

A prisão do bicheiro Rogério Andrade (Foto: Márcia Foletto/29/10/2024)
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  • Rogério Andrade, bicheiro preso há dez meses na Penitenciária Federal de Campo Grande, pode ter sua situação judicial beneficiada por um laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).
  • O laudo questiona a integridade das provas contra ele, permitindo que a defesa solicite a utilização do documento como prova emprestada.
  • A principal evidência contra Rogério é um print de diálogo que supostamente ordena o assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em dez de novembro de dois mil e vinte.
  • O laudo aponta a possibilidade de manipulação dos dados, já que não foram apresentados os arquivos originais nem demonstrada a cadeia de custódia completa.
  • A defesa pretende requerer o relaxamento da prisão preventiva de Rogério, enquanto o Ministério Público do Rio (MPRJ) deve se manifestar sobre o caso em breve.

Preso há 10 meses na Penitenciária Federal de Campo Grande, o bicheiro Rogério Andrade pode ter sua situação judicial favorecida por um laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). O documento, anexado à ação penal, questiona a integridade das provas contra ele, permitindo que sua defesa solicite a utilização desse laudo como prova emprestada.

O laudo do ICCE afirma que não é possível garantir a autenticidade dos arquivos extraídos da quebra telemática do sargento da reserva Márcio Araújo de Souza, chefe de segurança de Rogério. A principal evidência contra o bicheiro é um print de diálogo atribuído a ele e a Araújo, onde uma mensagem cifrada supostamente ordena o assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em 10 de novembro de 2020. Os promotores do Ministério Público do Rio (MPRJ) interpretam que “Cabeludo”, mencionado na mensagem, refere-se à vítima.

O laudo, que analisou um HD externo e 16 CDs, aponta a possibilidade de manipulação dos dados, uma vez que não foram apresentados os arquivos originais nem demonstrada a cadeia de custódia completa. Essa situação pode caracterizar uma quebra de cadeia de custódia, o que, segundo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), pode levar à invalidação das provas, embora isso não seja automático.

A defesa de Rogério já havia solicitado a interrupção da audiência de instrução em 26 de junho, alegando a ausência do laudo da Polícia Civil. Com a nova evidência, os advogados pretendem requerer o relaxamento da prisão preventiva do bicheiro. O MPRJ deve se manifestar sobre o caso em breve, enquanto Rogério permanece em regime disciplinar diferenciado.

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