- Rogério Andrade, bicheiro preso há dez meses na Penitenciária Federal de Campo Grande, pode ter sua situação judicial beneficiada por um laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).
- O laudo questiona a integridade das provas contra ele, permitindo que a defesa solicite a utilização do documento como prova emprestada.
- A principal evidência contra Rogério é um print de diálogo que supostamente ordena o assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em dez de novembro de dois mil e vinte.
- O laudo aponta a possibilidade de manipulação dos dados, já que não foram apresentados os arquivos originais nem demonstrada a cadeia de custódia completa.
- A defesa pretende requerer o relaxamento da prisão preventiva de Rogério, enquanto o Ministério Público do Rio (MPRJ) deve se manifestar sobre o caso em breve.
Preso há 10 meses na Penitenciária Federal de Campo Grande, o bicheiro Rogério Andrade pode ter sua situação judicial favorecida por um laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). O documento, anexado à ação penal, questiona a integridade das provas contra ele, permitindo que sua defesa solicite a utilização desse laudo como prova emprestada.
O laudo do ICCE afirma que não é possível garantir a autenticidade dos arquivos extraídos da quebra telemática do sargento da reserva Márcio Araújo de Souza, chefe de segurança de Rogério. A principal evidência contra o bicheiro é um print de diálogo atribuído a ele e a Araújo, onde uma mensagem cifrada supostamente ordena o assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em 10 de novembro de 2020. Os promotores do Ministério Público do Rio (MPRJ) interpretam que “Cabeludo”, mencionado na mensagem, refere-se à vítima.
O laudo, que analisou um HD externo e 16 CDs, aponta a possibilidade de manipulação dos dados, uma vez que não foram apresentados os arquivos originais nem demonstrada a cadeia de custódia completa. Essa situação pode caracterizar uma quebra de cadeia de custódia, o que, segundo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), pode levar à invalidação das provas, embora isso não seja automático.
A defesa de Rogério já havia solicitado a interrupção da audiência de instrução em 26 de junho, alegando a ausência do laudo da Polícia Civil. Com a nova evidência, os advogados pretendem requerer o relaxamento da prisão preventiva do bicheiro. O MPRJ deve se manifestar sobre o caso em breve, enquanto Rogério permanece em regime disciplinar diferenciado.
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