- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fará uma ligação ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para convidá-lo para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas 30 (COP30) em novembro, em Belém.
- Lula não discutirá as tarifas de 50% impostas por Trump sobre produtos brasileiros durante a conversa.
- Durante um evento no Palácio Itamaraty, Lula criticou a forma como Trump anunciou as tarifas e destacou a importância do diálogo direto.
- O presidente brasileiro planeja contatar outros líderes, como Xi Jinping e Narendra Modi, para tratar de questões climáticas.
- Lula descreveu as tarifas como um “marco lastimável” nas relações entre Brasil e Estados Unidos e afirmou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) para defender os interesses do Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que fará uma ligação ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para convidá-lo a participar da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas 30 (COP30), que ocorrerá em novembro em Belém. Lula enfatizou que não discutirá as tarifas de 50% impostas por Trump sobre produtos brasileiros durante a conversa.
Durante um evento no Palácio Itamaraty, Lula criticou a forma como Trump anunciou as tarifas, afirmando que o presidente americano deveria ter buscado um diálogo direto. “Ninguém pode dar a ele ‘ligação de negociação'”, disse Lula, ressaltando sua experiência em interações com líderes globais. O presidente brasileiro também mencionou que pretende contatar outros líderes, como Xi Jinping e Narendra Modi, para discutir questões climáticas.
Lula reafirmou a disposição do Brasil em manter o diálogo aberto, apesar das tensões comerciais. Ele descreveu as tarifas como um “marco lastimável” nas relações entre os dois países e afirmou que “não podemos aceitar que o povo brasileiro seja punido”. O presidente planeja recorrer a instâncias internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), para defender os interesses do Brasil.
A COP30 será uma oportunidade crucial para discutir questões climáticas, especialmente considerando que Trump havia retirado os EUA do Acordo de Paris em 2017. A postura cética do ex-presidente em relação ao clima gera preocupações sobre a colaboração internacional em questões ambientais. A situação política no Brasil também permanece tensa, com protestos de parlamentares bolsonaristas em resposta à prisão de Jair Bolsonaro, refletindo um cenário complexo nas relações internacionais e na política interna.
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