- Paulo Skaf foi reeleito presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com 99% dos votos válidos.
- A nova gestão começa em 1º de janeiro de 2026, após um intervalo de quatro anos.
- Skaf, que completará 70 anos em breve, planeja focar em educação, transformação digital e diplomacia empresarial.
- Ele criticou o aumento de impostos e a alta da taxa Selic, defendendo a redução de gastos públicos.
- A indústria brasileira enfrenta desafios, com a participação no Produto Interno Bruto (PIB) em queda, passando de 13,6% em 2013 para 10,8% em 2022.
Depois de um intervalo de quatro anos, Paulo Skaf foi reeleito para presidir a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com impressionantes 99% dos votos válidos. A nova gestão terá início em 1º de janeiro de 2026, quando Skaf, que completará 70 anos em breve, retornará ao comando da entidade que liderou por 17 anos.
Skaf assume a presidência em um cenário repleto de desafios, como a alta dos juros e a necessidade de adaptação às novas tecnologias, especialmente a inteligência artificial. Ele enfatizou a importância de uma diplomacia empresarial que defenda a indústria brasileira, especialmente diante do impacto das tarifas impostas por Donald Trump sobre as exportações para os EUA. O ex-diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, foi convidado para liderar o Conselho de Relações Internacionais da Fiesp.
O novo presidente criticou o aumento de impostos e a elevação da Selic, considerando a redução dos gastos públicos como essencial para a economia. Skaf destacou que a sociedade não aceita mais novos tributos e que a educação e a formação de mão de obra serão prioridades em sua gestão. Ele pretende preparar pequenas e médias empresas para competir em um mercado cada vez mais globalizado.
Desafios e Oportunidades
A indústria brasileira enfrenta um momento crítico, com a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) em queda. Em 2013, a indústria de transformação representava 13,6% do PIB, enquanto em 2022 esse número caiu para 10,8%. O professor de economia Emerson Marçal aponta que a falta de investimentos em tecnologias emergentes e a necessidade de treinar mão de obra são gargalos a serem enfrentados.
Skaf, que já teve uma gestão marcada por forte atuação política e críticas a governos de esquerda, agora se propõe a unir esforços para enfrentar os desafios da próxima década. Ele sucederá Josué Gomes, cuja gestão foi considerada discreta e apolítica. A volta de Skaf à Fiesp promete um retorno a uma postura mais combativa e engajada nas questões políticas que afetam a indústria nacional.
Entre na conversa da comunidade