- Ghislaine Maxwell pediu à Justiça dos Estados Unidos que rejeitasse a solicitação do Departamento de Justiça para divulgar as transcrições do júri de seu caso.
- Os advogados de Maxwell argumentam que a divulgação violaria seus direitos ao devido processo e à privacidade.
- Em documento apresentado ao juiz federal Paul Engelmayer, destacaram que o interesse público em Jeffrey Epstein, que está morto, não justifica a divulgação.
- Maxwell, de 63 anos, cumpre pena de 20 anos após ser condenada em 2021 por recrutar meninas menores de idade para Epstein.
- O Departamento de Justiça defende a liberação das transcrições com base em um “interesse histórico”.
Ghislaine Maxwell, associada de Jeffrey Epstein, pediu à Justiça dos Estados Unidos que rejeitasse a solicitação do Departamento de Justiça para divulgar as transcrições do júri de seu caso. Os advogados de Maxwell argumentam que essa divulgação violaria seus direitos ao devido processo e à privacidade.
Em um documento apresentado ao juiz federal Paul Engelmayer, os advogados afirmaram que “Jeffrey Epstein está morto. Ghislaine Maxwell não”, enfatizando que o interesse público em Epstein não justifica a intrusão no sigilo do júri. Maxwell, de 63 anos, cumpre uma pena de 20 anos após ser condenada em 2021 por recrutar meninas menores de idade para Epstein, que faleceu em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.
O Departamento de Justiça busca a liberação das transcrições do júri, alegando um “interesse histórico”. No entanto, os advogados de Maxwell ressaltaram que a divulgação poderia impactar sua petição pendente à Suprema Corte e futuros litígios. Eles também mencionaram que Maxwell não teve acesso às transcrições, embora o governo não tenha se oposto a esse pedido.
Contexto do Caso
Maxwell é a única associada de Epstein condenada por suas atividades. O caso gerou uma onda de especulações e teorias da conspiração, especialmente entre apoiadores do ex-presidente Donald Trump. Recentemente, Trump comentou sobre uma reunião com o procurador-geral adjunto Todd Blanche, que também se encontrou com Maxwell, mas não revelou detalhes da conversa.
Trump, que já foi amigo de Epstein, está sob escrutínio após seu nome ter sido encontrado em documentos relacionados ao caso. Ele processou um jornal por difamação, alegando que reportagens sobre sua relação com Epstein eram falsas. A situação continua a gerar polêmica e interesse público, enquanto Maxwell luta para proteger seus direitos legais.
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