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Defesa de Oruam alega perseguição e solicita habeas corpus para rapper

Oruam segue preso após negativa de habeas corpus, com defesa alegando constrangimento ilegal e contestando acusações de violência contra policiais

O rapper Oruam (Foto: Reprodução)
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  • O cantor e compositor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, está preso desde o fim de julho, acusado de tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais.
  • A defesa de Oruam protocolou um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio, mas a desembargadora Marcia Perrini Bodart negou a solicitação.
  • A prisão foi decretada após uma abordagem policial em sua residência, onde agentes armados cumpriram um mandado de busca e apreensão.
  • A defesa argumenta que Oruam reagiu à agressividade da abordagem, mas a desembargadora considerou que sua conduta justificava a manutenção da prisão.
  • O cantor permanece no Complexo Penitenciário de Gericinó enquanto aguarda os desdobramentos legais do caso.

O cantor e compositor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, permanece preso desde o fim de julho, acusado de tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais durante uma abordagem em sua residência, no Joá, Rio de Janeiro. A defesa do artista protocolou um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio, contestando a legalidade da prisão preventiva, mas a desembargadora Marcia Perrini Bodart negou a solicitação.

A prisão de Oruam foi decretada pela 3ª Vara Criminal da Capital, após um incidente ocorrido na noite de 21 de julho. Policiais civis, liderados pelo delegado Moysés Gomes, foram à casa do cantor para cumprir um mandado de busca e apreensão. A abordagem, realizada em um horário considerado tardio, foi descrita pela defesa como abrupta e intimidante, com agentes armados e sem identificação visível, o que teria gerado pânico entre os presentes.

Os advogados de Oruam alegam que ele está sendo alvo de constrangimento ilegal e que a acusação de arremessar pedras contra os policiais foi uma reação à agressividade da abordagem. Embora sete pedras tenham sido apreendidas, a defesa argumenta que apenas uma delas apresentava risco de lesão grave e não há provas de que Oruam tenha sido o responsável pelo lançamento.

Decisão Judicial

Na decisão, a desembargadora Bodart não encontrou evidências que justificassem a concessão do habeas corpus. Ela destacou que a conduta do rapper, incluindo ameaças a agentes de segurança, justificava a manutenção da prisão. A magistrada também mencionou que Oruam teria desafiado as autoridades em vídeos nas redes sociais, o que, segundo ela, representa um risco à ordem pública.

A defesa criticou a postura de autoridades, como o Secretário de Polícia Civil do Rio, que rotulou Oruam como um “grande bandido”. Os advogados negam qualquer envolvimento do cantor com facções criminosas e contestam o histórico criminal apresentado pela polícia, que inclui apenas anotações sem denúncia formal. O processo segue em tramitação, e Oruam permanece no Complexo Penitenciário de Gericinó enquanto aguarda os desdobramentos legais.

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