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Lula aprova a criação de três novas terras indígenas no Ceará

Lula avança na demarcação de terras indígenas e destaca resistência dos povos originários em evento histórico em Brasília

O presidente Lula. (Foto: EVARISTO SA / AFP)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, homologou três novas terras indígenas no Ceará em seis de setembro de 2023.
  • As áreas homologadas são: Pitaguary, Lagoa da Encantada e Tremembé de Queimadas, totalizando 16 terras reconhecidas desde o início do ano.
  • A assinatura ocorreu no último dia da 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, que contou com a participação de cerca de cinco mil pessoas de aproximadamente 100 povos.
  • Lula destacou a importância do reconhecimento das terras ancestrais para a autonomia dos povos originários e a continuidade das políticas da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
  • As novas homologações superam o compromisso de 14 áreas estabelecido durante o período de transição e representam um avanço nas políticas de demarcação de terras indígenas no Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva homologou, nesta quarta-feira, 6 de setembro, três novas terras indígenas no Ceará, totalizando 16 áreas reconhecidas desde o início de 2023. A assinatura das portarias ocorreu no último dia da 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, que reuniu cerca de 5 mil participantes de aproximadamente 100 povos em Brasília.

As terras homologadas são: Pitaguary, Lagoa da Encantada e Tremembé de Queimadas. Lula enfatizou que o reconhecimento das áreas ancestrais é fundamental para devolver a autonomia aos povos originários. Ele destacou a importância de criar condições para que as comunidades possam utilizar suas terras conforme desejarem.

Com essas novas homologações, o governo superou o compromisso de 14 áreas estabelecido durante o período de transição. As terras estão incluídas em um acordo de cooperação técnica entre a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o governo do Ceará. A homologação é a fase final do processo de demarcação, que teve início em 2024, e precede o registro das áreas em cartório.

Lula elogiou a resistência dos povos indígenas diante da morosidade dos processos de demarcação, ressaltando a capacidade de perseverança das comunidades. A ministra Sônia Guajajara classificou as homologações como um momento histórico, enquanto a presidenta da Funai, Joenia Wapichana, defendeu a continuidade das políticas indigenistas.

As terras homologadas são habitadas por diferentes etnias: a Tremembé de Queimadas abriga cerca de 290 indígenas, a Pitaguary possui 2.940 indígenas e a Lagoa Encantada é lar de 340 indígenas Jenipapo-Kanindé. A posse permanente dessas áreas foi declarada em anos anteriores, mas a homologação representa um avanço significativo nas políticas de reconhecimento e demarcação de terras indígenas no Brasil.

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