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Zara retira fotos de modelo magra após reclamação de associação britânica

Zara retira imagens de modelos com magreza excessiva após determinação da Autoridade de Normas Publicitárias do Reino Unido

Tienda de Zara. (Foto: Borja Suárez/REUTERS)
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  • A Zara retirou imagens de sua página na internet após determinação da Autoridade de Normas Publicitárias do Reino Unido.
  • A decisão, divulgada em seis de setembro, considerou as fotos irresponsáveis por retratar modelos com aparência “demacrada” e “enfermamente magra”.
  • As imagens mostravam uma modelo com clavículas proeminentes e outra com um rosto visivelmente abatido.
  • A Zara afirmou que as modelos apresentaram certificados médicos que comprovavam sua boa saúde e que seguiu diretrizes de saúde na moda.
  • A marca removeu as imagens e modificou as fichas de produtos relacionadas, embora não tenha recebido reclamações diretas sobre os anúncios.

A Zara, marca do grupo Inditex, retirou imagens de sua página na internet após determinação da Autoridade de Normas Publicitárias do Reino Unido. A decisão, divulgada em 6 de setembro, considerou as fotos irresponsáveis por retratar modelos com aparência “demacrada” e “enfermamente magra”.

As imagens analisadas mostravam uma modelo com clavículas proeminentes e outra com um rosto visivelmente abatido. A ASA destacou que a postura e o vestuário das modelos transmitiam uma impressão de magreza excessiva, o que poderia impactar negativamente os padrões de beleza na sociedade.

Em resposta, a Zara afirmou que as modelos apresentavam certificados médicos que comprovavam sua boa saúde no momento das fotos. A empresa declarou que seguiu as diretrizes do relatório Fashioning a Healthy Future, que recomenda que modelos apresentem atestados médicos de profissionais qualificados em distúrbios alimentares.

A marca também ressaltou que as imagens não foram alteradas, exceto por pequenos ajustes de iluminação. Após a queixa, a Zara removeu as imagens específicas e modificou as fichas de produtos relacionadas. Apesar da ação, a empresa afirmou não ter recebido reclamações diretas sobre os anúncios.

A decisão da ASA reflete uma crescente preocupação com a representação de modelos na indústria da moda e a necessidade de promover padrões de beleza mais saudáveis. A entidade já havia tomado medidas semelhantes contra outras marcas, como Next e Marks & Spencer, em um esforço contínuo para combater a promoção de padrões prejudiciais.

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